MATO GROSSO

Indústria do calcário investe em tecnologias limpas

Por evando•
Indústria do calcário investe em tecnologias limpas

Sete plantas industriais já geram energia solar própria, totalizando 10 MW de capacidade instalada e investimentos de R$ 40 milhões em tecnologia limpa.

O Sindicato das Indústrias de Extração de Calcário de Mato Grosso (Sinecal) afirma que o setor tem ampliado os investimentos em tecnologias e boas práticas ambientais. Por exemplo, no segmento de calcário agrícola, o estado tem visto a implantação de usinas de energia solar em expansão. Sete plantas industriais já contam com produção própria do insumo, gerando energia suficiente para atender o equivalente ao consumo de duas mil casas.

O Sinecal aponta uma capacidade instalada de geração de 10 MW, com 28 mil placas fotovoltaicas numa área total de 130 mil m². Os investimentos realizados pelas indústrias que já contam com essa tecnologia (cerca de 1/3 das associadas à entidade) somam o montante de R$ 40 milhões, sendo que a energia solar é a fonte de energia limpa que projeta Mato Grosso como o 5º maior Estado no ranking nacional de potência instalada. O parque solar mato-grossense corresponde a 1,7 mil MW, 6,1% da geração distribuída no País, conforme dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) e Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Atualmente, a energia fotovoltaica tem a segunda maior contribuição à matriz energética nacional (18%), atrás somente da fonte hídrica. “E, no que depender do setor industrial como um todo e da mineração de calcário, em específico, ainda há muito a crescer, destaca a presidente do Sinecal, Kassie Regina Riedi Queiroz. A presidente diz que em Mato Grosso, especialmente, a vantagem natural – alta incidência solar – e a atratividade mercadológica e ambiental formam o contexto ideal para que mais plantas industriais tenham esse suporte energético. “No plano dos negócios, temos a perspectiva de redução nos custos futuros de produção, a longo prazo, ao passo que o benefício ambiental já é usufruído por toda a sociedade”, afirma. Segundo dados da ABSOLAR e ANEEL, atualizado em meados de abril, mais de 47 milhões de toneladas de gás carbônico (CO2) deixaram de ser emitidas na atmosfera, no Brasil, graças à geração e uso da energia fotovoltaica.

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