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MINERAIS ESTRATÉGICOS

INB planeja lançar pacote de projetos para captar R$ 70 bilhões

Por evando•
INB planeja lançar pacote de projetos para captar R$ 70 bilhões

Captura de recursos será feita em 15 anos através de quatro ações, incluindo a concessão da Unidade de Buena, no Rio de Janeiro, e projetos de mineração no Paraná, Pará e Ceará.

O presidente da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Adauto Seixas, anunciou durante a conferência Nuclear Summit, realizada pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento de Atividades Nucleares (ABDAN), a criação da Superintendência de Novos Negócios e Minerais Estratégicos da estatal. Durante o painel “O ciclo do combustível nuclear”, Seixas explicou que a criação da Superintendência é uma iniciativa alinhada ao planejamento estratégico do Ministério de Minas e Energia, que busca firmar o Brasil como player do setor nuclear no mercado internacional. Ainda segundo o presidente da INB, a estatal preparou um pacote de projetos onde espera captar cerca de R$ 70 bilhões para a empresa em 15 anos. “A ideia é lançar, até o final de abril, quatro ações voltadas a novos negócios. A primeira será a Oferta Pública da Unidade em Descomissionamento de Buena, no município de São Francisco de Itabapoana, no estado do Rio de Janeiro, com a proposta de conceder por 30 anos a unidade, que atuava na comercialização de minerais como ilmenita, zirconita, rutilo e monazita”, disse Seixas.

A INB também fará sua primeira Proposta de Manifestação de Interesse, a PMI da Mina de Figueira, no Paraná, onde existem reservas de carvão, molibdênio e urânio. A terceira proposta de novo negócio é a PMI da Mina de Rio Cristalino, no Pará, onde existem reservas de Urânio de alto valor agregado. Para concluir a primeira etapa do planejamento da nova Superintendência, a INB lançará o edital para venda de Torta II, que é o resíduo da extração de areia monazítica, que possui minerais agregados”, destacou o presidente da INB.

O evento reuniu os principais atores do setor nuclear brasileiro e representantes das mais importantes multinacionais do segmento e Adauto Seixas aproveitou para apresentar o cenário atual do setor nuclear brasileiro e da extração e produção de urânio no país. Seixas mostrou dados do projeto da mina de Santa Quitéria, no Ceará, que é uma parceria da INB com a Galvani para a implantação de um projeto conjunto de mineração. O objetivo da parceria é explorar o urânio e o fosfato, encontrados de forma associada na jazida de Itataia. De acordo com Seixas, o fosfato é predominante, com reservas estimadas de 8,9 milhões de toneladas, enquanto as reservas de urânio são de 80 mil toneladas.

“A previsão é que sejam produzidas anualmente pelo Consórcio Santa Quitéria 1.050.000 de toneladas de fertilizantes fosfatados e 2.300 toneladas de concentrado de urânio”, anunciou Seixas.

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