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BARRAGENS

Vale avança em mineração circular em Gongo Soco

Vale avança em mineração circular em Gongo Soco

Implantação de usina de reaproveitamento de rejeito em Gongo Soco deve começar a operar em 2025, com capacidade para produzir 2 milhões de toneladas de minério por ano.

A Vale informa que avançou em seu programa de mineração circular, com a implantação de um projeto de reaproveitamento de rejeito da mina Gongo Soco, em Barão de Cocais (MG). A iniciativa reforça o compromisso da mineradora em Minas Gerais, como polo da produção de minério de ferro de fontes circulares, com ganhos em segurança, redução de impactos ambientais e geração de valor. Em 2025, a Vale mais do que dobrou sua produção circular e atingiu 26,3 milhões de toneladas, um crescimento de 107% em relação a 2024. Cerca de 80% desse volume foi produzido no Estado.

O projeto de circularidade na mina Gongo Soco, paralisada desde 2016, envolve a implantação de uma usina para processamento de rejeito proveniente da descaracterização da barragem Sul Superior e de duas pilhas da unidade. A planta terá capacidade para produzir cerca de 2 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. “Optamos por uma solução de concentração magnética que maximiza a recuperação de minério de ferro contido no rejeito. O reaproveitamento desses materiais acontecerá ao longo dos próximos anos, seguindo o cronograma de descaracterização da estrutura geotécnica”, disse Juliana Cota, diretora de Minas Paralisadas do Corredor Sudeste da Vale.

A planta será instalada na área da antiga usina de Gongo Soco, concentrando a movimentação dos materiais em área interna da unidade, com escoamento do produto pela Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). “Além de adotarmos uma tecnologia de beneficiamento mais simples e compacta, com menor ocupação de área, estamos desenvolvendo uma engenharia modular, para termos uma obra mais rápida, econômica e com menor geração de emissões de gás carbônico”, observa Luis Gustavo Silva, engenheiro da Vale responsável pelo projeto. A construção da usina deve durar cerca de 19 meses, com início da operação previsto para o ano que vem, seguindo as normas de licenciamento ambiental e as exigências regulatórias.

O projeto em Gongo Soco integra o Programa de Mineração Circular da Vale - Waste to Value, e tem como objetivo transformar rejeito e estéril em novos produtos, reduzindo a geração de resíduos, otimizando o uso das reservas minerais e contribuindo para a sustentabilidade das operações. O estado de Minas Gerais é referência em mineração circular da Vale. Além da produção de minério de ferro de fontes circulares, a exemplo das minas Capanema e Vargem Grande, a companhia também produz coprodutos a partir de rejeitos, como a Areia Sustentável e da Fábrica de Blocos da Mina do Pico. Até 2030, a companhia projeta que aproximadamente 10% de sua produção anual de minério de ferro seja proveniente de fontes circulares, reforçando seu compromisso com uma indústria cada vez mais responsável.

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