Nexa planeja investir US$ 310 milhões em 2023

16/02/2023
A empresa também pretende investir US$ 110 milhões em exploração mineral e avaliação de projetos

 

A Nexa programou investimentos US$ 310 milhões em Capex para 2023, dos quais US$ 268 milhões serão para sustentação das operações, sendo US$ 200 milhões para mineração (US$ 53 milhões em Aripuanã) e US$ 66 milhões para os smelters (fundições). A empresa também pretende investir US$ 110 milhões em exploração mineral e avaliação de projetos. As áreas de saúde, segurança e meio ambiente terão US$ 26 milhões, enquanto a parte de modernização e tecnologia da informação contará com US$ 10 milhões. Outros US$ 15 milhões serão direcionados a projetos que contribuam para o desenvolvimento social e econômico de comunidades dos territórios onde a Nexa atua.

Em 2022, a Nexa registrou receita líquida consolidada de US$ 3 bilhões, 16% a mais do que em 2021, resultado que foi impulsionado principalmente pelos preços mais altos do zinco na LME (London Metal Exchange). O lucro líquido ajustado, no ano, totalizou US$ 187 milhões, frente a US$ 195 milhões obtidos em 2021. "Em 2022, atuamos com forte disciplina financeira e operacional, apesar do ambiente muito desafiador. As operações de Aripuanã continuam progredindo, e estamos satisfeitos por ter vendido concentrados de teor comercial e por informar que Aripuanã alcançou sua primeira receita no quarto trimestre.  A mina de Aripuanã continua progredindo e com produção comercial. Seguimos confiantes de que Aripuanã será uma de nossas principais minas e com vida útil de longa duração, contribuindo de forma significativa para nossos resultados”, afirma Ignacio Rosado, CEO da Nexa.

A produção total de zinco foi de 296 mil toneladas no último ano, uma queda de 7,5% quando comparada com 2021. Em compensação, a produção total de cobre cresceu 12% e somou 33,2 mil toneladas em 2022, enquanto a produção de chumbo atingiu 57,4 mil toneladas, 25% superior a 2021 e a produção de prata alcançou a marca de 10 milhões de onças, um incremento de 13% na comparação com 2021. Já a produção de ouro alcançou a marca de 27,2 mil de onças, frente 25,5 mil de onças produzidas no ano anterior, o que representa um aumento de 7%.

A Nexa registrou Ebitda ajustado recorde, de US$ 760 milhões em 2022, R$ 16 milhões a mais em comparação com US$ 744 milhões do ano anterior. As vendas de zinco metálico e óxido de zinco totalizaram 616 mil toneladas, alavancadas pelo bom desempenho dos smelters (fundições) da companhia e recuperação dos mercados domésticos, especialmente nos setores do agronegócio e pneumático.

Em 2022, a Nexa atualizou o programa ESG com o anúncio dos novos compromissos a longo prazo da companhia. A empresa planeja atingir emissões líquidas zero de gases de efeito estufa (GEE) até 2050. A Nexa também se tornou a primeira parceira patrocinadora internacional do Artemis Project, empresa social fundada por um coletivo de mulheres empreendedoras focadas em mudanças disruptivas no desenvolvimento econômico, ambiental e social global na mineração.

O Conselho de Administração da Nexa aprovou a distribuição de aproximadamente US$ 25 milhões como dividendo especial, o que significa cerca de um dividendo especial de US$ 0,188766 por ação ordinária, considerando 132.438.611 ações em circulação em 31 de dezembro de 2022, para os acionistas da companhia registrados no fechamento dos negócios de 10 de março de 2023. O pagamento está previsto para 24 de março de 2023. A Nexa poderá aprovar o pagamento de dividendos adicionais durante o segundo semestre de 2023, sujeito às condições de mercado e ao desempenho da Companhia.

A estimativa de produção de zinco, para o ano de 2023, é de 307 a 351 mil toneladas; as de cobre entre 31 e 36 mil toneladas e as de chumbo entre 56 e 71 mil toneladas. Por fim, a produção de prata está estimada entre 9 a 11 milhões de onças. A Nexa continuará monitorando os riscos associados às interrupções da cadeia de suprimentos global, que podem ser exacerbadas pela guerra Rússia-Ucrânia, condições climáticas incomuns, restrições relacionadas à pandemia de COVID-19; recessão global e o impacto potencial na demanda por zinco; pressão inflacionária de custos; preços dos metais; protestos das comunidades, situação política e mudanças no marco regulatório que podem afetar as operações, entre outros.