PUBLICIDADE
Publicidade
LEGISLAÇÃO

AGU defende poder do Governo Federal para definir política mineral

AGU defende poder do Governo Federal para definir política mineral

AGU argumenta que há arcabouço normativo e agenda regulatória já em desenvolvimento para fortalecer a governança de minerais estratégicos, rejeitando supervisão judicial contínua sobre políticas administrativas setoriais.

A Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) manifestação em que pede a rejeição da ação movida pelo partido Rede Sustentabilidade sob a alegação de que haveria proteção insuficiente do interesse nacional na exploração de minerais estratégicos pertencentes à União. A AGU sustenta haver arcabouço normativo, regulatório e institucional já operante, bem como agenda normativa em desenvolvimento, tanto no âmbito do Poder Executivo quanto no âmbito do Poder Legislativo, voltada precisamente ao fortalecimento da governança dos minerais críticos e estratégicos, tais como as chamadas terras raras.

Além disso, a AGU defende no STF que esse tipo de ação, a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), não pode ser utilizada como mecanismo de monitoramento abstrato da Administração Pública e de reconfiguração judicial de políticas regulatórias complexas. "A ADPF não foi concebida como instrumento geral de monitoramento institucional da Administração Pública. Seu cabimento pressupõe lesão ou ameaça a preceito fundamental resultante de ato do Poder Público, dentro de moldura objetiva minimamente definida. Portanto, não se destina a instaurar supervisão jurisdicional contínua sobre desenhos regulatórios complexos, tampouco a permitir que essa Corte Suprema passe a funcionar como instância central de auditoria constitucional de políticas administrativas setoriais", diz trecho da manifestação, apresentada na ADPF 1320, relatada pelo ministro Nunes Marques.

O partido Rede Sustentabilidade sustenta na ação que a operação societária envolve empresa estrangeira e o projeto minerário da Serra Verde Pesquisa e Mineração Ltda, localizado no município de Minaçu (GO) e voltado à exploração de terras raras, destaca a relevância estratégica para cadeias produtivas tecnológicas sensíveis. Sobre esse aspecto, a AGU ressalta que a Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) instaurou Procedimento Administrativo para Apuração de Ato de Concentração (APAC) para analisar se a operação societária de aquisição de Serra Verde Pesquisa e Mineração pela empresa norte-americana USA Rare Earth teria sido realizada em desacordo com o regime de controle prévio de ato de concentração econômica, conforme exigência da Lei nº 12.529/2011. "O único caso concreto mencionado na petição inicial como paradigmático no que diz respeito a alteração de controle econômico de empreendimento minerário estratégico encontra-se sob a devida análise preliminar da autarquia competente para investigação de atos de concentração de mercado", diz trecho do documento apresentado ao STF.

A AGU sustenta ainda não haver omissão constitucionalmente qualificada a autorizar intervenção do Poder Judiciário, mas, sim, processo institucional de amadurecimento regulatório, no qual coexistem arcabouço normativo vigente, instrumentos de planejamento público e iniciativas legislativas de aperfeiçoamento. "No caso brasileiro, como visto, verifica-se a existência de estrutura institucional especializada para tratamento da matéria. A formulação da política mineral cabe ao Ministério de Minas e Energia, ao passo que a Agência Nacional de Mineração (ANM) exerce funções de regulação, outorga e fiscalização do aproveitamento dos recursos minerais, observadas as diretrizes fixadas pelo MME e a legislação setorial", diz trecho do documento. "Além disso, a própria Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), segundo informações oficiais do MME, encontra-se em fase de consolidação normativa e é apresentada como resposta estruturante às transformações das cadeias globais de valor, impulsionadas pela transição energética, pela digitalização da economia, pela segurança de suprimento e pela soberania econômica", destaca a AGU na manifestação ao STF.

VEJA TAMBÉM

REA Brasil aposta em portfólio triplo e mira cadeia completa no país
TERRAS RARAS

REA Brasil aposta em portfólio triplo e mira cadeia completa no país

26 out. 2026
Ferramenta permite consulta sobre participação social
ANM

Ferramenta permite consulta sobre participação social

26 out. 2026
Oceana Metals conclui compra da Songeo e assume projeto três vezes maior que o de Araxá
TERRAS RARAS

Oceana Metals conclui compra da Songeo e assume projeto três vezes maior que o de Araxá

21 out. 2026

Artigos Relacionados

REA Brasil aposta em portfólio triplo e mira cadeia completa no país
TERRAS RARAS26/10/2026

REA Brasil aposta em portfólio triplo e mira cadeia completa no país

Ferramenta permite consulta sobre participação social
ANM26/10/2026

Ferramenta permite consulta sobre participação social

Oceana Metals conclui compra da Songeo e assume projeto três vezes maior que o de Araxá
TERRAS RARAS21/10/2026

Oceana Metals conclui compra da Songeo e assume projeto três vezes maior que o de Araxá

A economia brasileira favorece investimentos em mineração?

A economia brasileira favorece investimentos em mineração?

Brasil pode liderar cadeia de suprimentos de minerais críticos

Brasil pode liderar cadeia de suprimentos de minerais críticos

Power Minerals anuncia novos resultados em Morro do Ferro
TERRAS RARAS19/10/2026

Power Minerals anuncia novos resultados em Morro do Ferro

Enova Mining tem prazo prorrogado para due diligence de projeto de Monazita
NEGÓCIOS14/10/2026

Enova Mining tem prazo prorrogado para due diligence de projeto de Monazita

Power Minerals consegue ótimo resultado em nova sondagem em Morro do Ferro
TERRAS RARAS14/10/2026

Power Minerals consegue ótimo resultado em nova sondagem em Morro do Ferro