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TERRAS RARAS

Eminence Minerals requer licenças para três novas áreas na Bahia

Por Redação Brasil Mineral•
Eminence Minerals requer licenças para três novas áreas na Bahia

Os requerimentos abrangem aproximadamente 3.697 hectares no distrito de Itarantim–Maiquinique, onde a empresa irá executar reconhecimento de campo e amostragem geoquímica para avaliar o potencial econômico da mineralização.

A Eminence Minerals expandiu o portfólio de exploração de terras raras por meio do protocolo de três requerimentos de licença de exploração, que abrangem aproximadamente 3.697 hectares no distrito de Itarantim–Maiquinique, no sul da Bahia. Os três requerimentos serão desenvolvidos conjuntamente como o Projeto de Terras Raras Tayra e foram protocolados junto à Agência Nacional de Mineração (ANM) em nome da EQN Brazil Ltda, uma subsidiária integral da Eminence Minerals Limited.

As áreas foram identificadas por meio de uma análise de gabinete de conjuntos de dados geológicos, topográficos e geofísicos aerotransportados disponíveis publicamente, e representam áreas livres (open ground) dentro de um distrito onde a maioria das áreas já está sob controle de terceiros. A concessão das licenças de exploração permanece sujeita aos processos regulatórios aplicáveis, administrados pela ANM. “Estou entusiasmado em expandir ainda mais nossa atuação em exploração para os distritos emergentes de terras raras na Bahia. A obtenção do Projeto de Terras Raras Tayra proporciona à Eminence uma posição estratégica de alto potencial e grande eficiência de capital em um distrito emergente de terras raras em argilas iônicas. O projeto Tayra coloca a Eminence diretamente no distrito emergente de terras raras de Itarantim–Maiquinique, com partes de nossos requerimentos situadas imediatamente ao lado das áreas detidas pela IMC Rare Earths e seu Projeto Itarantim”, disse o Diretor-Presidente da Eminence Minerals, Anthony Hills.

Para o executivo, a Eminence entra no distrito a um custo muito baixo e irá aplicar uma estratégia de exploração disciplinada para testar o modelo geológico. “Nosso foco imediato será o reconhecimento de campo, o mapeamento geológico e a amostragem geoquímica direcionada, para determinar se os indicadores favoráveis identificados na análise de gabinete se traduzem em mineralização de terras raras com potencial econômico. O Tayra oferece à Eminence uma plataforma de exploração estrategicamente localizada em um dos distritos de terras raras do Brasil que ganha cada vez mais reconhecimento, mantendo, ao mesmo tempo, uma abordagem disciplinada em relação à alocação de capital e ao risco de exploração”.

As áreas de requerimento do Projeto Tayra situam-se na margem sudeste do Cráton do São Francisco, inseridas na Província Alcalina do Sul da Bahia (PASEBA); um cinturão de direção nordeste composto por intrusões alcalinas anorogênicas do Neoproterozoico, alojadas em ortognaisses granulíticos de idades variando do Arqueano ao Paleoproterozoico. O maciço de nefelina-sienito de Itarantim marca a extremidade sul do cinturão, e os sienitos da PASEBA são conhecidos por conter uma associação de minerais acessórios portadores de terras raras e tório, incluindo monazita, bastnäsita, alanita e torita. O mapeamento regional na escala 1:100.000 subdivide o corredor em três domínios litoestruturais. A totalidade das três áreas de requerimento está mapeada como pertencente ao Complexo Itapetinga (A4PP2t), uma associação do Neoarqueano ao Paleoproterozoico composta por ortognaisses miloníticos com granada, variando de composição sienogranítica a tonalítica. O corpo da suíte alcalina mapeado mais próximo — um *stock* de monzogranito e sienogranito foliado com aproximadamente 360 ha — situa-se a cerca de 0,8 km a sudeste do Polígono Principal, enquanto fenitos da Suíte Intrusiva Itabuna estão mapeados a aproximadamente 5 km a sudeste de Tayra. Falhas e fraturas apresentam orientação predominante nordeste-sudoeste, e um lineamento contínuo atravessa o corredor.

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