Faturamento cai 27% em março e 21% no primeiro trimestre

02/05/2024
O faturamento do setor alcançou R$ 20.618 milhões em março de 2024, uma queda de 27,1%% sobre o mesmo mês de 2023

 

Segundo levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o faturamento do setor alcançou R$ 20.618 milhões em março de 2024, uma queda de 27,1%% sobre o mesmo mês de 2023. A receita líquida interna somou R$ 15.546 milhões, 28,1% a menos que no mesmo mês do último ano, enquanto o consumo aparente mensal totalizou R$ 28.124 milhões, um decréscimo de 20,6% quando comparado com março de 2023.

As vendas externas somaram US$ 1.018,36 milhões em março de 2024, o que corresponde a um retrocesso de 17,6% sobre o mesmo mês do último ano. Enquanto isso, as importações tiveram alta discreta de 0,1% no mês, para US$ 2.431,91 milhões. Com isto, o saldo da balança comercial do setor em março fechou com déficit de US$ 1.413,55 milhões, um acréscimo de 18,4% em relação ao saldo de março de 2023. A indústria de máquinas e equipamentos registrou 388,2 mil pessoas empregadas diretamente em março de 2024, queda de 1,2% na comparação com março do ano passado.

No primeiro trimestre de 2024, o setor de máquinas e equipamentos registrou faturamento de R$ 56.632 milhões, um recuo de 21,3% sobre os três primeiros meses de 2023. A receita líquida interna e o consumo aparente somaram R$ 42.256 milhões e R$ 77.760 milhões, respectivamente, o que significa decréscimos de 21,9% e 14,5% sobre o primeiro trimestre de 2023.

As exportações atingiram US$ 2.890,39 milhões até março de 2024, 12,7% inferior enquanto as importações somaram US$ 6.866,84 milhões, um aumento de 6,1% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, e que resultou em um déficit de US$ 3.976,45 milhões no trimestre, uma elevação de 25,8% quando comparado com o mesmo período de 2023. O nível de utilização da capacidade instalada da indústria brasileira de Máquinas e Equipamentos subiu para 74,5% em março de 2024, o segundo crescimento consecutivo no ano, mas ainda se encontra 4,3% abaixo do nível observado no final do mesmo mês de 2023 (77,8%). Em média, no período, o setor operou pouco acima de 2 turnos. Nos últimos 12 meses o setor atuou em média com 74,5% da sua capacidade instalada. A carteira média de pedidos, medida em semana para o seu atendimento, durante o mês março também se elevou e voltou ao nível observado no início do ano (9,6 semanas). Os setores que vem registrando melhora na sua carteira de pedido são os que atuam no mercado de bens de consumo, logística, construção civil e os fabricantes de componentes para bens de capital.

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