Prejuízo líquido é reduzido em 42% no primeiro trimestre

10/05/2024
A CSN registrou receita líquida de R$ 9.713 milhões no primeiro trimestre de 2024, uma redução de 14,2% quando comparada ao mesmo trimestre de 2023

 

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou receita líquida de R$ 9.713 milhões no primeiro trimestre de 2024, uma redução de 14,2% quando comparada ao mesmo trimestre de 2023, como consequência da combinação da sazonalidade do período que acarreta menores volumes comercializados, especialmente no segmento de mineração, com menores preços praticados tanto na siderurgia, mas principalmente no minério de ferro, com o forte declínio observado no índice de referência. Por outro lado, o segmento de logística cresceu no trimestre, superando as dificuldades operacionais observadas no mesmo período de 2023 e ajudando a compensar parcialmente o desempenho mais fraco dos demais segmentos.

No primeiro trimestre do ano, a CSN registrou um prejuízo líquido de R$ 480 milhões e conseguiu reduzir em 42% o prejuízo obtido entre janeiro e março de 2023, de R$ 823 milhões. O EBITDA Ajustado atingiu R$ 1.966 milhões, um recuo de 39% sobre o mesmo trimestre do último ano, enquanto a margem EBITDA Ajustada ficou em 19,3%, o que representa uma queda em relação aos 27,5% registrados um ano atrás. Esse desempenho reflete não apenas os efeitos de um período sazonalmente mais fraco, mas principalmente os impactos da forte desvalorização verificada no preço do minério e o ambiente competitivo ainda bastante difícil no segmento siderúrgico, com preços comprimidos e pressão de material importado. Por outro lado, já é possível verificar uma dinâmica mais positiva para os próximos resultados, com aceleração de demanda e uma recuperação de preço, especialmente no segmento de mineração. Em 31 de março de 2024, a dívida líquida consolidada atingiu R$ 33.431 milhões, com o indicador de alavancagem medido pela relação Dívida Líquida/EBITDA LTM alcançando 3,13x. Esse aumento do indicador é resultado direto da piora operacional verificada no período, com preços em queda e a sazonalidade impactando os volumes. Entretanto, a perspectiva é de melhora nos resultados daqui para a frente e que a CSN segue firme em seu compromisso de reduzir o seu nível de endividamento e está avançando em projetos que ajudem na reciclagem de capital do grupo. Adicionalmente, a CSN manteve a sua política de carregar um caixa elevado, que neste trimestre atingiu o patamar de R$ 15 bilhões.

No primeiro trimestre de 2024, a CSN investiu R$ 802 milhões, um valor 50% inferior em relação ao que foi investido no último trimestre de 2023 (R$ 1,5 bilhão), mas em linha com o histórico da CSN em concentrar investimentos no final do ano. Quando se compara com o mesmo período de 2023, percebe-se uma evolução no total investido, com destaque para os reparos nas baterias de coque, sinterização e modernização das operações na UPV, além dos avanços nos projetos de expansão de capacidade na mineração, principalmente relacionados às novas compras de equipamentos da P15. 

A CSN produziu 945 mil toneladas de placas de aço no primeiro trimestre de 2024, um desempenho 5,7% superior em relação ao trimestre passado. Seguindo a mesma tendência, a produção de laminados planos atingiu 860 milt t, um aumento de 8,5% em relação ao 4T23, reforçando a normalização do processo produtivo que vem sendo observada ao longo dos últimos trimestres. Já as vendas totais somaram 1.086 mil toneladas no trimestre, um acréscimo de 2,1% em relação as vendas realizadas no 4T23. O mercado externo foi o principal responsável por esse aumento, com um forte desempenho verificado nas unidades europeias, com destaque para a SWT. No total, as exportações somaram 354 mil toneladas no trimestre, crescimento de 17,2%. Durante o trimestre, duas mil toneladas foram exportadas de forma direta e 352 mil toneladas foram vendidas pelas subsidiárias no exterior, sendo 78 mil toneladas pela LLC, 187 mil toneladas pela SWT e 87 mil toneladas pela Lusosider.

Por outro lado, as vendas internas somaram 732 mil toneladas de produtos siderúrgicos neste trimestre, o que representa uma redução de 3,9% em relação ao 4T23, um movimento em linha com a sazonalidade mais fraca nos dois primeiros meses do ano e com uma ainda elevada entrada de material importado nos portos brasileiros. Em relação ao volume total de vendas, o principal destaque ficou por conta do segmento da Linha Branca, com 11,8% de aumento na comparação com o volume vendido no trimestre anterior. Por sua vez, oz setores de Construção Civil (-6,9%) e Embalagens (-18,5%) aparecem entre os destaques negativos como resultado da sazonalidade do período. Na comparação anual, houve recuperações importantes da distribuição, indústria geral, construção civil, linha branca, e montadoras, mas com queda no segmento de embalagens.