Brasil e camarões avaliam acordo bilateral para mineração de ouro

07/05/2024
A cooperação bilateral, científica e tecnológica tem o potencial de fortalecer nossas capacidades no gerenciamento e exploração de recursos naturais

 

O Brasil e a República de Camarões avaliam uma cooperação bilateral nas áreas de geociências e mineração. Com este objetivo, o assessor de Assuntos Internacionais (Assuni) do Serviço Geológico do Brasil (SGB), Rafael Duarte, recebeu o representante da Empresa Nacional de Minas (SONAMINES), Jean Pierre, juntamente com o primeiro conselheiro da Embaixada de Camarões, Paulin Martial Tchenzette, entre outros, para uma reunião técnica. A visita é uma continuidade das reuniões que se iniciaram em janeiro, com o objetivo de abrir caminhos para o desenvolvimento de projetos em comum, com foco particular na mineração de ouro em pequena e média escalas. Os países têm perfis geológicos e geoquímicos similares.

“A cooperação bilateral, científica e tecnológica que vislumbramos tem o potencial de fortalecer nossas capacidades no gerenciamento e exploração de recursos naturais, de forma eficaz e sustentável. Além disso, a troca de informações geológicas e geoquímicas e o compartilhamento de boas práticas representam um passo significativo em direção a avanços nas metodologias de exploração e conservação ambiental”, afirmou Duarte. Durante o encontro, o SGB apresentou trabalhos sobre a estruturação de dados geológicos. O encontro também proporcionou a troca de conhecimentos e tecnologias. Além disso, a equipe de Camarões conheceu as plataformas digitais do SGB e discutiu sobre o acesso e gerenciamento de bases de dados geológicos. Fundada em 2020, a SONAMINES tem buscado conhecer o sistema público brasileiro em torno da política de recursos minerais. Duarte destacou que essa visita simboliza um passo importante em direção ao fortalecimento das relações bilaterais entre Brasil e Camarões, com impactos positivos, que vão além das fronteiras da ciência. “Essa relação com interesses mútuos, sem dúvida, contribuirá para o crescimento e desenvolvimento sustentável de ambos os países”.
O assessor complementou que: “nosso compromisso em trabalharmos juntos contribuirá para o crescimento e desenvolvimento sustentável de ambos os países. Vamos garantir que os benefícios desses esforços sejam compartilhados igualmente e que nossos recursos naturais sejam gerenciados de maneira responsável e benéfica para as gerações futuras”. Pelo SGB participaram também a diretora de Hidrologia e Gestão Territorial (DHT), Alice Castilho; o assessor da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM) Anderson Dourado; a coordenadora-executiva do Departamento de Hidrologia, Myrla Vieira; a chefe do Departamento de Relações Institucionais e Divulgação, Patrícia Jacques; e a assessora da DHT Maria Angélica.  Para o SGB, a troca de conhecimentos e tecnologias com outros países é fundamental para fortalecer suas competências técnico-científicas e aprimorar as atividades realizadas. O SGB já tem Memorandos de Entendimento ou Acordos de Cooperação, vigentes ou concluídos, com mais de 20 países, de todos os continentes.

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