Produção da Nexa cresce 17% no primeiro trimestre

03/05/2024
Empresa produziu 87 mil toneladas de zinco no primeiro trimestre de 2024, com aumento no volume de minério tratado e maiores teores médios de zinco

 

A Nexa Resources produziu 87 mil toneladas de zinco no primeiro trimestre de 2024, um aumento de 17% em relação ao 1º trimestre de 2023, impulsionado pelo aumento no volume de minério tratado e maiores teores médios de zinco, especialmente nas minas de Cerro Lindo, Vazante e Aripuanã. Já a produção de cobre da empresa atingiu 7.500 toneladas, 23% a mais em relação ao mesmo trimestre, graças ao progresso positivo no “ramp-up” de Aripuanã, enquanto a produção de chumbo aumentou 20%, devido a maiores volumes de produção nas minas de Cerro Lindo e Aripuanã, totalizando 18 mil toneladas. Além disso, a produção de prata aumentou 26% em relação ao ano anterior, alcançando três milhões de onças. No segmento de metalurgia, as vendas de metal e óxido de zinco totalizaram 139 mil toneladas nos três primeiros meses de 2024, uma queda de 4% em relação ao primeiro trimestre de 2023, devido aos volumes de produção mais baixos e à sazonalidade típica da demanda no período.

A receita líquida totalizou US$ 580 milhões no trimestre em comparação com US$ 667 milhões de um ano atrás. Essa diminuição foi, principalmente, devido aos preços mais baixos do zinco, menor prêmio líquido e menor volume de vendas de metalurgia, parcialmente compensados por volumes de vendas de mineração mais altos. O EBITDA ajustado totalizou US$ 123 milhões em comparação com US$ 133 milhões do mesmo trimestre de 2023. O recuo é explicado pelos preços mais baixos do zinco e menor volume de vendas de metalurgia, parcialmente compensados por uma maior contribuição de subprodutos e volumes de vendas de mineração mais altos. Já o prejuízo líquido ajustado, por sua vez, totalizou US$ 10 milhões no primeiro trimestre do ano. "Iniciamos o ano com um desempenho operacional positivo no primeiro trimestre, graças ao compromisso de nossas equipes em reforçar nossas estratégias operacionais, aprimorar nossas capacidades e focar na execução," afirmou Ignacio Rosado, CEO da Nexa. "Apesar dos desafios enfrentados por nossa indústria, como condições macroeconômicas, volatilidade dos preços das commodities e menor demanda de metais devido à sazonalidade, continuamos progredindo e permanecemos focados na execução de nossas prioridades. Estas incluem alocação de capital disciplinada, conclusão do “ramp-up” de Aripuanã - impulsionando nossa produção de metais consolidada e pavimentando o caminho para o aumento da geração de caixa - juntamente com o avanço de nossos estudos relacionados ao Projeto de Integração de Cerro Pasco," continuou Rosado.

Em março, a Nexa firmou um novo acordo de linha de crédito de R$ 200 milhões com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como parte do programa “BNDES Crédito ASG”. Este fato marcou a primeira operação de crédito vinculada a ESG do BNDES no setor de mineração e destaca o compromisso da Nexa com as práticas sustentáveis. A liberação está prevista para acontecer durante o ano de 2024 e está sujeita a certas condições, visando apoiar os esforços da Nexa em direção à descarbonização e responsabilidade socioambiental. Essas iniciativas estão alinhadas com o objetivo da Nexa de zerar suas emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050 e redução de 20% nas emissões diretas até 2030.

Em abril, a Nexa estendeu seu perfil de dívida através da emissão de novas debêntures e títulos de renda fixa. Isto permitiu que a empresa otimizasse sua estrutura financeira, além de diversificar as fontes de financiamento, melhorar a posição de liquidez e alongar o perfil da dívida. Como parte desta estratégia, a Nexa Brasil, subsidiária da Nexa Resources, emitiu sua primeira debênture vinculada a ESG com prazo de seis anos, no valor de R$ 650 milhões. Esta emissão não só significa a entrada da Nexa no mercado brasileiro, mas também destaca seu compromisso com os princípios ESG. A Nexa concluiu também uma nova oferta de títulos de renda fixa, totalizando US$ 600 milhões em notas seniores sem garantias, com cupom de 6,750% e com vencimento em abril de 2034. Os recursos líquidos foram utilizados para refinanciar uma oferta pública de recompra das notas existentes com vencimento em 2027 e 2028. A extensão do perfil de dívida da Nexa destaca seu compromisso com uma gestão financeira prudente e otimismo nas perspectivas de longo prazo de seu negócio. Além disso, essas transações estão alinhadas com a estratégia de gestão de passivos da Nexa, visando melhorar o fluxo de caixa livre enquanto mantém uma estrutura de alocação de capital disciplinada.

A Nexa suspendeu as operações de mineração no Complexo Morro Agudo a partir de 1º de maio. Adicionalmente, em abril, a empresa anunciou a assinatura de um acordo definitivo para a venda do Complexo Morro Agudo, que abrange as minas de Morro Agudo e Ambrósia, por um preço de compra de R$ 80 milhões, menos ajustes de capital de giro e incluindo a assunção dos custos de fechamento. Esta transação faz parte do processo de otimização de portfólio da Nexa para melhorar o fluxo de caixa livre em linha com sua eficiência operacional e alocação de capital disciplinada. A Nexa informa que está comprometida em conduzir uma transição estruturada para o comprador ("Casaverde Holding Ltda"), respeitando e priorizando todas as pessoas envolvidas. A empresa adotou várias iniciativas para garantir oportunidades iguais de realocação para todos os colaboradores de Morro Agudo, tais como feiras de emprego internas e externas, sessões de coaching profissional, programas de assistência, entre outros.

A Nexa está focada em gerar fluxo de caixa livre e avaliar sua estrutura de alocação de capital para priorizar investimentos em capital de manutenção, exploração mineral em áreas já desenvolvidas (“brownfield”) e iniciativas de ESG, juntamente com medidas robustas de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (“SSMA”). Nesse sentido, a companhia continua avançando nos estudos relacionados ao "Projeto de Integração de Cerro Pasco", no Peru, que representa uma oportunidade de crescimento orgânico e robusto para a empresa. Como resultado desse progresso, um “Resumo de Relatório Técnico” foi recentemente divulgado, o qual apoiou um aumento de 59% nas reservas minerais nas minas El Porvenir e Atacocha dentro do Complexo. Adicionalmente, a Nexa aumentou suas reservas minerais totais em 10% ano a ano, totalizando 110 milhões de toneladas.

No início de março, a Nexa teve que enfrentar um incidente fatal envolvendo um de seus colaboradores na mina El Porvenir, e, no início desta semana, outro incidente fatal ocorreu envolvendo um dos colaboradores na mina de Vazante. “Este é um momento muito difícil para a Nexa, e fica claro que precisamos trabalhar ainda mais duro para reforçar nosso sistema de segurança. Estendemos nossas sinceras condolências às famílias de nossos dois colaboradores e asseguramos a elas, e a todos os nossos stakeholders, que a segurança e o bem-estar de cada pessoa que trabalha na Nexa são nossos principais valores e continuam sendo nossa maior prioridade. Estamos mais comprometidos do que nunca em melhorar a segurança dos colaboradores e eliminar fatalidades”.

Junto aos esforços em segurança, o 1º trimestre de 2024 também foi marcado por atividades contínuas nas frentes ambiental e social, como a inauguração do Centro de Ensino e Pesquisa no projeto Vazantes Mineiras, em Vazante (MG) em janeiro, fornecendo infraestrutura essencial para promover o envolvimento de pesquisadores e nossas iniciativas socioambientais na região. 

A Nexa também iniciou uma parceria pioneira com uma empresa de cimento no Peru para reaproveitar material residual de nosso “smelter” em Cajamarquilla, Lima. No primeiro trimestre, foram realizados testes industriais para explorar o uso de gesso gerado durante o tratamento de água como blocos de pavimentação, avaliando atualmente sua viabilidade econômica e tecnológica para integração na produção de cimento.

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