PUBLICIDADE
BRASKEM

Governo quer revisão da multa firmada pela Prefeitura

Por evando•
Governo quer revisão da multa firmada pela Prefeitura

Secretário de Estado de Alagoas pede que Prefeitura de Maceió renegocie o acordo de R$ 1,7 bilhão para incluir vítimas, demais municípios da região metropolitana e o Estado, cujas perdas somam cerca de R$ 30 bilhões.

O secretário de Estado do Governo de Alagoas, Vitor Pereira, defendeu que a Prefeitura de Maceió repactue o acordo de R$ 1,7 bilhão feito com Braskem em razão dos prejuízos causados à cidade pela extração de sal-gema. O secretário diz que o acordo firmado pela Prefeitura não contemplou as vítimas, os demais municípios da região metropolitana nem o Estado. As perdas são avaliadas pela Secretaria da Fazenda em R$ 30 bilhões.

Em reunião realizada entre o governador Paula Dantas, prefeitos da região metropolitana e representantes da Defesa Civil, Ministério Público e de moradores atingidos pela mineração, houve consenso em diversos pontos. O prefeito de Maceió, JHC, não compareceu. Ele viajou a Brasília e enviou representantes para o encontro. Dentre os pontos em consenso estão a realocação de moradores do Bom Parto, Flexais, Vila Saem, ruas Santa Luzia e Marquês de Abrantes, que não haviam sido incluídos no acordo anterior com a Braskem; a criação de um Gabinete Permanente de Gestão da Crise Ambiental; e a implementação imediata do auxílio aos pescadores e marisqueiras.

No entanto, o principal ponto de discordância é o acordo de R$ 1,7 bilhão assinado pela Prefeitura de Maceió com a Braskem. “A principal pauta do encontro, que é o acordo de Maceió e a Braskem, nós não conseguimos avançar muito porque a prefeitura se nega repactuar para incluir as vítimas e os outros municípios afetados”, explica Vitor. “Nós vamos continuar insistindo na repactuação desse acordo para incluir o estado de Alagoas, os nove municípios afetados e também as vítimas”.

Do valor acordado, Vitor afirma que a Prefeitura de Maceió já recebeu R$ 600 milhões, e no próximo dia 15 vai receber mais R$ 100 milhões. “Isso pra gente é muito constrangedor, porque, enquanto o município de Maceió recebe esses recursos, as vítimas e os outros municípios são esquecidos. Isso causa obviamente um transtorno, uma insatisfação dos outros atores que estão envolvidos”, afirmou. O secretário afirma que cerca de 200 mil pessoas foram afetadas direta ou indiretamente pela mineradora esperam uma reparação justa da Braskem. “É preciso que o Brasil saiba que quem causou esse dano, quem causou esse crime, foi a mineradora Braskem. E o Estado, os municípios e a União vão trabalhar em conjunto para que essa mineradora se responsabilize por todos os danos e por todas as indenizações”, afirmou. “Nós vamos continuar tentando um consenso com o município de Maceió, com as vítimas, com todos os atores envolvidos, para que todos sejam contemplados nessas indenizações, e que a Braskem possa ser responsabilizada integralmente”.

 

IMA cobra medidas emergenciais da Braskem

 

Em ofício enviado, o Instituto do Meio Ambiente do Estado de Alagoas (IMA-AL) intimou a Braskem a apresentar, com urgência, uma série de medidas para diagnosticar os impactos ambientais, atuais e futuros, provocados pelo rompimento da mina 18, como também as medidas de controle e mitigação da região afetada. No documento, o IMA cobra a apresentação de um Plano de Controle Ambiental atualizado, com ações efetivas para minimizar os danos à fauna e à flora da região lagunar. A partir disso, a empresa terá que apresentar proposta de compensação nos moldes da legislação ambiental vigente. A Braskem terá que apresentar também o relatório de execução do programa de resgate, tratamento e destinação de animais feridos e atendidos, vítimas do colapso da mina.

O órgão ambiental exige também um diagnóstico e medidas mitigadoras às atividades socioeconômicas inseridas dentro do contexto do Complexo Estuarino Lagunar Mundaú-Manguaba. Além dos impactos ambientais, o IMA requereu medidas e informações sobre a possibilidade de outras situações de colapsos que possam surgir nas demais minas que estão em processo de fechamento. O IMA solicitou a atualização do Plano de Atendimento a Emergência e Contingência, com novos cenários relacionados ao risco de colapso das cavidades, contemplando as estruturas existentes na antiga área da Base de Mineração. Por meio da sua Gerência de Laboratório, o IMA está realizando o levantamento dos parâmetros físico-químicos em diversos pontos da laguna Mundaú.

VEJA TAMBÉM

Mais 19 municípios aderem ao novo acordo de reparação
RIO DOCE

Mais 19 municípios aderem ao novo acordo de reparação

20 ago. 2026
Programa de indenização já indenizou mais de 310 mil pessoas
SAMARCO

Programa de indenização já indenizou mais de 310 mil pessoas

20 jul. 2026
Repasses já ultrapassam R$ 42 bilhões para entes federativos e pessoas
RIO DOCE

Repasses já ultrapassam R$ 42 bilhões para entes federativos e pessoas

12 mai. 2026

Artigos Relacionados

Mais 19 municípios aderem ao novo acordo de reparação
RIO DOCE20/08/2026

Mais 19 municípios aderem ao novo acordo de reparação

Programa de indenização já indenizou mais de 310 mil pessoas
SAMARCO20/07/2026

Programa de indenização já indenizou mais de 310 mil pessoas

Repasses já ultrapassam R$ 42 bilhões para entes federativos e pessoas
RIO DOCE12/05/2026

Repasses já ultrapassam R$ 42 bilhões para entes federativos e pessoas

TJMG condena Vale por extração ilegal e desmatamento
MINAS GERAIS25/03/2026

TJMG condena Vale por extração ilegal e desmatamento

AGU aciona Justiça contra extração irregular de argila
CERÂMICA18/02/2026

AGU aciona Justiça contra extração irregular de argila

Samarco avisa que prazo para pedidos de indenização se esgota em 10 dias
RIO DOCE08/09/2025

Samarco avisa que prazo para pedidos de indenização se esgota em 10 dias

Samarco anuncia encerramento do processo de recuperação judicial

Samarco anuncia encerramento do processo de recuperação judicial

10 anos de Mariana: o que aprendemos?

10 anos de Mariana: o que aprendemos?