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FERTILIZANTES

Galvani apresenta projetos de R$ 1,4 bilhão para impulsionar produção na Bahia

Por evando
Galvani apresenta projetos de R$ 1,4 bilhão para impulsionar produção na Bahia

A Galvani apresentou seus novos projetos em evento recente realizado pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) em parceria com a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). A companhia investirá R$ 1,4 bilhão para impulsionar a produção de fertilizantes no estado, fortalecer a cadeia produtiva local e promover avanços em sustentabilidade, inovação e responsabilidade social. Os empreendimentos devem colaborar para o desenvolvimento socioeconômico e industrial da Bahia. O encontro reuniu representantes do setor público, como secretários de Estado e dos municípios envolvidos nas iniciativas, além de integrantes do setor privado, entre eles, representantes de associações comerciais e fornecedores da indústria baiana.

O projeto Irecê receberá R$ 600 milhões e prevê a construção de uma nova unidade de mineração de fosfato no município. A operação deve iniciar em abril de 2026 e tornará a Bahia autossuficiente na produção de fertilizantes fosfatados, além de permitir que o estado atenda a 30% da demanda das regiões Norte e Nordeste. Já no oeste baiano, o projeto de duplicação da capacidade de produção no Complexo Industrial de Luís Eduardo Magalhães terá aporte de R$ 500 milhões. Os investimentos movimentarão diversos segmentos da indústria baiana, como manutenção mecânica, elétrica, automação, soldagem industrial, transporte, segurança do trabalho, serviços de alimentação, jardinagem, entre outros.

“Nós estamos buscando fazer com que haja um crescimento econômico vertical da nossa economia. Nosso compromisso é fazer com que toda mão de obra seja local e todo o empreendimento seja vinculado à contratação de empresas locais”, destacou o presidente da CBPM, Henrique Carballal.

Para o presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, o objetivo do evento na FIEB é fazer com que a Galvani fortaleça sua relação com fornecedores da Bahia. Com isso, garantimos a integração da cadeia produtiva, permitindo que o recurso se multiplique dentro do nosso estado, fortalecendo a economia como um todo. “A expansão da Galvani representa uma conquista estratégica para a Bahia. Além de gerar novas oportunidades para os fornecedores locais, ela fortalece toda a cadeia produtiva, impulsionando o desenvolvimento industrial e econômico do estado”, reforçou Edneide Lima, superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL). Os projetos anunciados pela Galvani vão alavancar significativamente a geração de empregos nas regiões de Irecê e Luís Eduardo Magalhães, com a previsão de 1.500 novas oportunidades diretas e indiretas. O Projeto Irecê criará cerca de 900 postos de trabalho, enquanto a ampliação do Complexo Industrial em Luís Eduardo Magalhães deve gerar aproximadamente 600 vagas.

Além da criação de empregos, a iniciativa vai aquecer o setor de serviços e manutenção industrial, abrangendo áreas como mecânica, elétrica, automação, soldagem, transporte, segurança do trabalho, alimentação, limpeza e jardinagem. A expectativa é que o investimento estimule uma rede de negócios locais, com preferência para contratação de empresas e trabalhadores baianos. “Esses empregos são extremamente importantes, com salários acima da média local. Irecê, Luís Eduardo Magalhães, Lapão e outros municípios serão diretamente beneficiados. A CBPM está de parabéns por fazer essa prospecção que nos permite hoje comemorar esses resultados”, afirmou o secretário estadual do Trabalho, Emprego e Renda, Augusto Vasconcelos. “Quem vai prestar serviço para a Galvani serão empresas baianas. Sob a liderança do nosso governador, Jerônimo Rodrigues, nós estamos trazendo desenvolvimento, mas associado ao crescimento econômico de forma vertical, à responsabilidade ambiental e também o desenvolvimento social do nosso povo”, reforçou o presidente da CBPM.

A Galvani incorporou também tecnologias inéditas e práticas sustentáveis no setor de fertilizantes. Um dos principais destaques é o processo inovador de calcinação na produção de concentrado fosfático, que será realizado sem uso de barragens de rejeitos e com aproveitamento de 100% dos resíduos gerados, reutilizados na agricultura como subprodutos. Além disso, 100% da água será recirculada no processo, sem qualquer lançamento de efluentes industriais. O projeto também prevê extração e recuperação de áreas concomitantes, sem a formação de pilhas permanentes de estéril e com desmonte controlado e preciso, por meio de tecnologias modernas.

“Mais do que ampliar nossa capacidade produtiva, mostramos que é possível crescer com responsabilidade, inovação e parceria, contribuindo de forma ativa para um Brasil mais forte, sustentável e conectado ao futuro”, ressaltou Marcelo Silvestre, diretor-presidente da Galvani.

Outro grande destaque dos projetos da Galvani na Bahia é o compromisso com a responsabilidade social. Nos últimos três anos, cerca de R$ 5 milhões foram aplicados em projetos sociais na Bahia, nas áreas de cultura, educação e esporte, alcançando milhares de pessoas. Essas ações são desenvolvidas por meio do Instituto Lina Galvani, organização da sociedade civil que atua desde 2003 promovendo desenvolvimento comunitário. Em sua trajetória, o instituto já beneficiou 35 mil pessoas, com R$ 19 milhões investidos, 43 projetos apoiados via edital e 122 iniciativas próprias implementadas. Já o Parque Vida Cerrado, criado em 2006, no oeste do estado, funciona como um centro de conservação e educação socioambiental. A iniciativa garantiu a preservação de 20 hectares na Bahia, já distribuiu 270 mil mudas, desenvolveu 20 trabalhos acadêmicos, e formou 643 professores em oficinas de educação ambiental.

A Galvani vai doar dez mil toneladas por ano de corretivo agrícola (subproduto do processo de produção de fertilizantes), destinadas à agricultura familiar na Bahia. O material é essencial para a correção do solo, reduzindo custos e aumentando a produtividade dos pequenos produtores rurais. De acordo com o secretário estadual da Agricultura, Pablo Barrozo, a doação do calcário agrícola é uma iniciativa importantíssima. “Principalmente porque é um insumo que nem todo mundo que tem condição de comprar, então, para a agricultura familiar é muito importante”, relatou. “O calcário é necessário para correção de solo, para que o plantio ocorra de forma correta, portanto, essa doação vai fortalecer muito mais a cadeia produtiva da agricultura familiar e eu tenho certeza que vai gerar muito emprego, renda e benefício para tantas famílias, onde a agricultura familiar é tão forte como aqui no estado da Bahia”, completou Barrozo.

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