
Revisão nos números reduz NPV de US$ 7,9 bilhões para US$ 6,0 bilhões e adia produção para 2031.
A Brazilian Rare Earths faz esclarecimentos sobre o Estudo de Escopo do projeto Rocha da Rocha, na Bahia, informando que “a proporção de Recursos Minerais Inferidos programada no plano de lavra para os anos 9 a 14 resulta na ausência de base razoável para as declarações prospectivas — na forma de metas de produção e projeções de informações financeiras — contidas nos materiais divulgados em 13 de Agosto”
Em razão disso, a empresa retira e cancela a Meta de Produção de Rocha da Rocha, bem como todas as projeções de informações financeiras contidas, esclarecendo que “os investidores não devem basear suas decisões de investimento na Meta de Produção e nas projeções financeiras ora retiradas, “incluindo o cronograma de produção anterior, a vida útil da mina, as previsões de produção, receita, EBITDA, fluxo de caixa livre operacional, previsões de custos de capital e operacionais, valor presente líquido, taxa interna de retorno, prazo de retorno do investimento (payback), margens, análise de cenários e outros resultados econômicos derivados daquela Meta de Produção”.
A empresa informa, no entanto, que “as estimativas subjacentes de Recursos Minerais de Monte Alto e Sulista, bem como os Resultados de Exploração anteriormente divulgados, não foram retirados e permanecem sujeitos às ressalvas constantes no comunicado atual, que “substitui o cenário de produção e econômico anterior por um Cenário Integrado Monte Alto + Camaçari independente, que exclui integralmente o Projeto Sulista”.
Os números revisados indicam que a primeira produção deve ocorrer em 2031, a vida útil da mina está estimada em 9 anos, e que as metas de produção são as seguintes: 6.351 toneladas/ano de Óxido de NdPr (neodímio e praseodímio) nos primeiros cinco anos e 5.661 toneladas/ano durante a vida útil da mina; 2.502 toneladas/ano de concentrado HRE+ nos primeiros cinco anos e 2.233 toneladas/ano ao longo da vida útil; 540 toneladas/ano de urânio nos primeiros cinco anos e 466 toneladas durante a vida útil. A produção média de disprósio prevista é de 205 durante a vida útil, enquanto a de Térbio deverá ser de 40 toneladas, a de Samario será 504 toneladas/ano, a de Gadolínio 321 toneladas/ano e a de Itrio ficará em 947 toneladas/ano, todos na fase de vida útil.
A receita média anual é estimada em US$ 1,687 bilhão, o Ebitda em US$ 1,397 bilhão, o Capex deverá ficar em US$ 969 milhões e o NPV está estimado em US$ 6,0 bilhões, ao contrário dos US$ 7,9 bilhões divulgados anteriormente.







