OURO

SGB divulga estudo sobre mineralizações na Serra de Jacobina

SGB divulga estudo sobre mineralizações na Serra de Jacobina

Mapa de favorabilidade identifica novas áreas promissoras no Cráton do São Francisco, uma das principais províncias auríferas do país.

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) publicou estudo que reúne dados geológicos, geoquímicos e geofísicos sobre o potencial de ocorrência de mineralizações de ouro na Serra de Jacobina, no norte da Bahia. A região é uma das principais províncias auríferas brasileiras e as informações foram divulgadas no Informe de Recursos Minerais (IRM) Mapa de Favorabilidade para Ouro Orogênico na Serra de Jacobina (BA).

Os resultados fazem parte do Projeto Evolução Tectônica e Metalogenética do Bloco Gavião. O IRM e o mapa de favorabilidade, na escala 1:250.000, estão disponíveis no Repositório Institucional de Geociências (RIGeo) e podem ser conferidas pelo https://rigeo.sgb.gov.br//handle/doc/25844. Entre os principais resultados está a identificação de novas áreas favoráveis à ocorrência de ouro associadas a grandes estruturas tectônicas regionais e a litologias consideradas reativas para a formação de mineralizações.

“Os dados mostram que ainda existem áreas promissoras para ouro que podem ser melhor investigadas com base em modelos geocientíficos integrados”, diz a pesquisadora

Marina Ramos, uma das autoras do estudo. O trabalho reforça o potencial mineral do Brasil, especialmente em terrenos antigos do Cráton do São Francisco. A pesquisa incluiu mapeamento geológico, levantamentos geoquímicos e geofísicos e estudos temáticos voltados à avaliação do potencial mineral. A área estudada abrange cerca de 24,2 mil km² na porção centro-norte da Bahia, a 340 quilômetros de Salvador, e está inserida no contexto do Cráton do São Francisco. A Serra de Jacobina tem tradição na produção de ouro, com registros de lavra desde o século XVIII e presença de depósitos em atividade e alvos de prospecção.

O Informe de Recursos Minerais nº 43, da série Províncias Minerais do Brasil, está vinculado ao Programa Mineração Segura e Sustentável e à Ação Pesquisa Mineral, da Diretoria de Geologia e Recursos Minerais (DGM). A iniciativa conta com financiamento do Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), do governo federal, e tem o objetivo de estimular a pesquisa e a produção mineral brasileira.

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