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PDAC 2025

SGB apresenta avanços aerogeofísicos e programa DEEP Brazil

Por Redação Brasil Mineral•
SGB apresenta avanços aerogeofísicos e programa DEEP Brazil

Lasa Prospecções venceu licitação para mapear um milhão de quilômetros lineares com aerogeofísica, metodologias que apoiam a busca por minerais estratégicos e a transição energética.

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) apresentou os planos e avanços dos projetos aerogeofísicos para o mapeamento mineral brasileiro no Brazilian Mining Day durante a Convenção Anual da Prospectors & Developers Association of Canada (PDAC 2025) no dia 3 de março. Diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB, Valdir Silveira anunciou que a empresa vencedora do processo de licitação para a aquisição e o processamento de dados aerogeofísicos, totalizando um milhão de quilômetros lineares, foi a Lasa Prospecções S.A. “A conclusão do processo licitatório da aerogeofísica representa um marco na retomada dos levantamentos aerogeofísicos no Brasil. Essa iniciativa é fundamental para avançar no conhecimento geológico em um curto espaço de tempo e de forma ágil, reduzindo os riscos exploratórios e criando um ambiente mais atrativo para investimentos no setor mineral”, ressaltou.

Responsável pelo detalhamento técnico dos levantamentos aerogeofísicos, o geofísico do SGB Marcos Ferreira disse que serão usadas metodologias consolidadas e novas tecnologias para aquisição de dados. “A iniciativa está alinhada às diretrizes do Plano Nacional de Mineração 2030/2050, do Plano Decenal de Mapeamento Geológico Básico (PlanGeo) e do Plano Plurianual da União (PPA), visando fomentar a mineração sustentável e a transição energética”, informou. Entre os principais benefícios dessa iniciativa estão a obtenção de dados gamaespectrométricos, magnetométricos, gravimetria e eletromagnéticos, além da incorporação de sensores mais modernos. Esses levantamentos são essenciais para avançar em pesquisas voltadas à segurança hídrica, exploração mineral e identificação de minerais estratégicos, como lítio, terras raras, cobalto, grafita, níquel e cobre. “Essas metodologias são fundamentais para atender à demanda da indústria de alta tecnologia e para viabilizar a transição energética em uma economia descarbonizada”, destacou Ferreira.

Outro tema abordado por Ferreira foi o Programa de Exploração Geofísica Profunda (DEEP Brazil), novo conceito de exploração geofísica profunda do SGB, que abrange uma série de estudos voltados para entender a estrutura da Terra, bem como investigar o potencial de recursos minerais, energéticos e hídricos do Brasil em diferentes profundidades, desde os primeiros metros até centenas de quilômetros. O programa fornece subsídios para os tomadores de decisão e atrai investimentos para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

“O Deep Brazil se inspira em iniciativas internacionais bem-sucedidas, como Exploring For the Future (Austrália), EarthScope (Estados Unidos), Lithoprobe (Canadá) e Sinoprobe (China), que demonstraram a eficácia da exploração profunda para o avanço das geociências e da indústria mineral”, explicou Ferreira. O Programa reforça a relevância do SGB no cenário global da geociência e mineração, promovendo a divulgação de dados estratégicos e fortalecendo a cooperação internacional na pesquisa geofísica aplicada à exploração mineral e energética.

Os especialistas do SGB participaram do coquetel de abertura promovido pela Associação para o Desenvolvimento da Indústria Mineral Brasileira (Adimb) e pela Brazil-Canada Chamber of Commerce (BCCC). O evento proporcionou uma oportunidade estratégica para networking com diversos atores do setor de exploração e mineração no Brasil. A cerimônia de abertura teve ainda a presença de Vitor Saback, da Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral, representando o Ministério de Minas e Energia (MME); André Saboya, representante do consulado brasileiro no Canadá; Marcos André Gonçalves, da Adimb; entre outros. No dia 2 de março, a delegação participou de reuniões com instituições de referência no setor geológico e mineral, incluindo o Serviço Geológico de Saskatchewan, Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), Serviço Geológico de British Columbia, Queen’s University e o Departamento de Estado Americano. Além disso, acompanharam as discussões promovidas pelo BCCC e assistiram a palestras da programação técnica sobre o mercado de commodities. O dia também foi marcado pela abertura do Brazil Pavilion, onde o SGB reforçou sua presença institucional, ampliou sua rede de contatos e trocou informações estratégicas com investidores e potenciais parceiros.

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