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ROCHAS ORNAMENTAIS

Receita com exportações cai quase 5%, no primeiro semestre

Receita com exportações cai quase 5%, no primeiro semestre

Queda maior em valor (4,6%) que em volume (0,4%) reflete redução do preço médio, de US$ 709/t para US$ 680/t, por aumento nas vendas de blocos brutos em detrimento dos materiais processados.

A Associação Brasileira da Indústria de Rochas Ornamentais (Abirochas) divulgou que as exportações brasileiras alcançaram US$ 705,0 milhões em receita no primeiro semestre de 2026, uma queda de 4,6% em valor e 1,037 milhão de toneladas, retração de 0,4% em volume físico, na comparação com o mesmo período do último ano. Apesar do acumulado negativo da primeira metade do ano, junho registrou o melhor resultado mensal de 2026, com US$ 163,2 milhões exportados, indicando reação ao final do semestre. Entre os destaques, a Abirochas constatou o crescimento das vendas externas para a China, com receita de US$ 142,7 milhões e uma participação de 20,2% no total, impulsionadas sobretudo pela compra de blocos. Em contrapartida, os Estados Unidos mantiveram-se como principal destino das rochas brasileiras, mas com perda relativa de participação e retração nas compras, especialmente de materiais processados.

No primeiro semestre, o setor enfrentou mudanças na composição da pauta exportadora e na distribuição dos mercados de destino, aumento da participação das rochas brutas, especialmente granitos e quartzitos em blocos, e redução relativa dos materiais processados, movimento que contribuiu para a queda do preço médio das exportações, de US$ 709/t para US$ 680/t. Esse comportamento reforça a necessidade de ampliar a agregação de valor, fortalecer o beneficiamento industrial e preservar a competitividade dos produtos brasileiros nos mercados de maior valor unitário. As importações brasileiras do setor somaram US$ 19,5 milhões e 44,1 mil toneladas, com crescimento de 1,1% em valor e 13,2% em volume físico, mantendo participação modesta frente ao desempenho exportador. A balança comercial setorial permaneceu superavitária, com saldo de US$ 685,6 milhões no semestre.

A nova tarifação norte-americana é um ponto de atenção para o setor, embora os impactos possam ser mitigados pelo correto enquadramento fiscal dos produtos exportados. Destaca-se, nesse contexto, a importância da classificação adequada dos materiais silicáticos e da comprovação petrográfica, especialmente para produtos enquadrados na NCM 6802.99.90, correspondente ao código 6802.99.00 no HTS US, que permaneceu isento da sobretaxa de 25%. O cenário do semestre evidencia a importância de ações coordenadas para ampliar mercados, preservar destinos estratégicos, reduzir gargalos logísticos e fortalecer a presença internacional de produtos com maior valor agregado. A competitividade futura do setor dependerá da combinação entre diversificação comercial, qualificação técnica, segurança documental e maior integração entre produção mineral, beneficiamento industrial e promoção comercial, segundo a Abirochas.

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