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SIDERURGIA

Lucro líquido da ArcelorMittal Brasil cai 39% em 2024

Por Redação Brasil Mineral•
Lucro líquido da ArcelorMittal Brasil cai 39% em 2024

Queda de 39,7% no lucro líquido, para R$ 2,3 bilhões, foi impactada pela apreciação do dólar e despesas com juros, apesar do aumento de 3,8% na produção de aço.

A ArcelorMittal Brasil produziu 15,3 milhões de toneladas de aço em 2024, um aumento de 3,8% em relação ao ano anterior. Já o volume total de vendas somou 15,1 milhões de toneladas, crescimento de 5,2% sobre 2023, sendo 55,5% de vendas no mercado interno e 44,5% de exportações. O bom desempenho operacional veio atrelado ao aumento de consumo interno de aço, alinhado a uma estratégia bem estruturada de mercado, lançamento de novos produtos, excelência produtiva e redução de custos. Em 2024, o aço importado bateu recorde histórico de entrada no País, totalizando 5,9 milhões de toneladas, o que correspondeu a uma taxa de penetração sobre o consumo aparente de aço no País de 18,5%, e a um aumento em relação a 2023 de 18,2%, segundo dados do Instituto Aço Brasil.

A receita líquida consolidada da ArcelorMittal Brasil caiu 4,7%, para R$ 66,6 bilhões, enquanto o lucro líquido apurado foi de R$ 2,3 bilhões, uma queda de 39,7% na comparação com o ano anterior, decorrente também do aumento da despesa financeira advinda da variação cambial negativa da controlada Acindar (Argentina) e das despesas com juros da controladora. O Ebitda atingiu R$ 9,1 bilhões no último ano, 2% inferior quando comparado a 2023, mas o suficiente para permitir à empresa alcançar uma margem Ebitda sobre a receita líquida de 14% (contra 13% em 2023). “Os resultados de produção alcançados são fruto da dedicação e competência dos nossos empregados, que trabalham alinhados ao nosso propósito e colocam o cliente no centro das decisões, atuando com foco contínuo em inovação e excelência operacional. Mesmo diante de um cenário global desafiador e da concorrência desleal do aço importado, conseguimos mostrar resiliência e solidez. Seguiremos trabalhando pelo fortalecimento da indústria do aço, com respeito às pessoas e guiados pelos nossos valores de segurança, sustentabilidade, qualidade e liderança”, disse Jorge Oliveira, presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO ArcelorMittal Aços Planos LATAM.

Em 2024, a ArcelorMittal Brasil inaugurou a expansão da Unidade Vega, em São Francisco do Sul, Santa Catarina, que demandou investimentos de R$ 2,2 bilhões. Foram construídas novas linhas de galvanização e recozimento contínuo de aço, que aumentaram a capacidade instalada da planta de 1,6 milhão para 2,2 milhões de toneladas por ano de aços laminados a frio.  Já na Unidade de Sabará, em Minas Gerais, foi inaugurada, em março de 2025, a nova linha de trefilação, ao custo de R$ 144 milhões, que abastecerá a indústria automotiva com produtos de alto valor agregado. Estão em andamento os investimentos em Barra Mansa, de R$ 1,6 bilhão, para a montagem de uma nova linha de laminação e melhorias na aciaria; e a ampliação e construção de uma nova planta de beneficiamento de minério na Mina Serra Azul, em Itatiaiuçu, Minas Gerais, que somarão outros R$ 2,5 bilhões.

Na área de energias limpas, a ArcelorMittal anunciou a instalação de duas plantas de geração de energia solar, em Minas Gerais e na Bahia, como parte do plano de descarbonização da empresa. Os investimentos estão sendo feitos por meio de joint ventures estabelecidas com as empresas Casa dos Ventos e Atlas Renewable Energy e somam R$ 1,6 bilhão. “Nossos investimentos em energia renovável mostram que a ArcelorMittal não quer ser apenas a maior produtora de aço no Brasil, mas também a mais sustentável. Estamos descarbonizando nossas operações e garantindo segurança energética para nossas unidades”, disse Everton Negresiolo, CEO ArcelorMittal Aços Longos LATAM e Mineração Brasil. O investimento em energia solar soma-se aos R$ 4,2 bilhões que a empresa já está destinando para a construção de um parque de energia eólica na Bahia, o que perfaz um total de R$ 5,8 bilhões de investimentos em energia renovável no Brasil. Quando estiverem em plena operação, a geração de todas as plantas de energia renovável reduzirá as emissões de CO2 da empresa em 200 mil toneladas ao ano. A ArcelorMittal tem a meta de alcançar 100% de fontes renováveis em energia elétrica até 2030.

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