
Votorantim Cimentos registra crescimento de 16% na receita líquida global no segundo trimestre de 2026, impulsionado por volumes e preços em mercados estratégicos.
A Votorantim Cimentos obteve receita líquida global de R$ 8,2 bilhões no segundo trimestre de 2026, um avanço de 16% em relação ao mesmo período do ano anterior, desconsiderando os efeitos da variação cambial. O resultado é fruto da evolução positiva de volumes e preços em mercados relevantes, reforçando a resiliência da companhia mesmo diante de um ambiente macroeconômico desafiador. O volume global de vendas de cimento totalizou 9,9 milhões de toneladas no trimestre, um crescimento de 6% frente ao segundo trimestre de 2025. Já o EBITDA ajustado consolidado alcançou R$ 1,9 bilhão no trimestre, 17% a mais em relação ao mesmo período de 2025 em moeda local, com margem EBITDA de 24%, mantendo-se estável em relação a um ano antes. "O resultado do período reforça a solidez da nossa plataforma internacional, apoiada na diversificação geográfica e de produtos, assim como na nossa robustez financeira e disciplina na alocação de capital. Registramos desempenho operacional positivo e mantivemos a execução disciplinada da estratégia da companhia, com avanços em competitividade estrutural, eficiência, expansão de capacidade e descarbonização", afirma Osvaldo Ayres, CEO Global da Votorantim Cimentos.
O lucro líquido totalizou R$ 628 milhões entre abril e junho, redução de 65% em relação ao mesmo período de 2025, refletindo a ausência, na base corrente, do resultado das operações descontinuadas registrado no mesmo trimestre de 2025, com a conclusão da venda das operações no Marrocos, parcialmente compensado pelo avanço do EBITDA ajustado no trimestre. Considerando apenas as operações continuadas, o lucro líquido apresentou redução de apenas 30% e, em bases comparáveis, desconsiderando os itens não recorrentes, o lucro líquido do período teria registrado crescimento. Os investimentos (Capex) da Votorantim Cimentos totalizaram R$ 803 milhões e ficaram em linha com o montante do 2T25. Desconsiderando os efeitos da variação cambial na conversão dos investimentos realizados no exterior, o CAPEX apresentaria crescimento na comparação anual. Do total investido, 74% foram destinados a projetos de sustentação, modernização e eficiência operacional, enquanto 26% foram direcionados a projetos de expansão de capacidade.
No Brasil, o plano de investimentos de R$ 5 bilhões da Votorantim Cimentos para o período de 2024 a 2028 registrou novos avanços, somando R$ 3,1 bilhões em projetos já anunciados. Em julho, a companhia anunciou investimento de R$ 260 milhões na ampliação da fábrica de Xambioá (TO), com a instalação de uma nova linha de moagem que adicionará 500 mil toneladas à capacidade anual de produção de cimento da unidade, totalizando 1,5 milhão de toneladas por ano a partir de julho de 2028. O projeto de aumento de capacidade de produção em Xambioá avançará em conjunto com a modernização em andamento do forno de produção de clínquer e o desenvolvimento tecnológico para um cimento com menor emissão de CO2. Em junho, a companhia contratou uma nova linha de crédito rotativa operacional (Committed Credit Facility - CCF) de US$ 350 milhões, com vencimento em 2031, que substituiu a linha anterior de US$ 300 milhões com vencimento em 2027. A operação expandiu a capacidade de liquidez, reduziu o custo e alongou o perfil da dívida. A Votorantim Cimentos mantém ainda uma segunda linha de crédito rotativa de US$ 250 milhões, com vencimento em 2030, integralmente disponível para saque no encerramento do segundo trimestre.
A Votorantim Cimentos encerrou o trimestre com R$ 4 bilhões em caixa e aplicações financeiras, cobrindo as obrigações pelos próximos quatro anos. No período, a agência de classificação de risco S&P reafirmou o rating global da Votorantim Cimentos em BBB com perspectiva estável, ratificando o perfil de crédito em grau de investimento. No fechamento do segundo trimestre, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado, foi de 1,83x, um aumento frente ao 2T25 devido a itens não recorrentes que afetaram positivamente o período comparativo. Em bases equalizadas, houve uma melhora da alavancagem na comparação entre os trimestres. "Mesmo em um ambiente de maior volatilidade macroeconômica, mantivemos nossa disciplina financeira, forte geração de caixa operacional e uma estrutura de capital saudável. A ampliação da nossa linha de crédito rotativa e a manutenção do grau de investimento reforçam a solidez financeira da companhia e nossa capacidade de executar a estratégia de longo prazo”, disse Antonio Pelicano, CFO Global da Votorantim Cimentos.
Em sustentabilidade, a Votorantim Cimentos conquistou mais uma vez o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, concedido às organizações que divulgam inventários completos de emissões verificados por terceira parte independente. No âmbito operacional, a fábrica de Toral de los Vados, na Espanha, alcançou taxa recorde de substituição térmica por combustíveis alternativos acima de 90%, o maior índice de coprocessamento já registrado em uma unidade da companhia. Na América do Norte, mesmo diante de restrições regulatórias e da limitada disponibilidade desses combustíveis, a unidade de Charlevoix, nos Estados Unidos, atingiu 44% de substituição térmica, seu melhor resultado histórico, reforçando a excelência operacional da fábrica e a evolução contínua da companhia em sua agenda de descarbonização.
No Brasil, a Votorantim Cimentos alcançou a receita líquida de R$ 4,2 bilhões, avanço de 20% frente ao 2T25, impulsionada pelo aquecimento das vendas de cimento e evolução anualizada dos preços. O desempenho foi favorecido por um ambiente de mercado mais aquecido no país, impulsionado pela execução de programas habitacionais e de investimentos em infraestrutura. O EBITDA ajustado no Brasil totalizou R$ 731 milhões no 2T26, crescimento de 32% em relação ao 2T25, sustentado pela melhora da rentabilidade, mesmo diante de maiores custos no período. Na América do Norte, a receita líquida totalizou R$ 2,3 bilhões no trimestre, representando crescimento de 6% em moeda local, refletindo evolução favorável de preços e volumes, porém com a conversão impactada pela apreciação do real frente ao dólar no período. O EBITDA ajustado da região foi de R$ 638 milhões, leve recuo de 2% em moeda local sobre o mesmo período do ano anterior, impactado pelo aumento de custos operacionais, parcialmente mitigados pelo crescimento operacional em moeda local.
Na Europa e Ásia, a receita líquida totalizou R$ 1,3 bilhão no 2T26, alta de 21% em moeda local em relação ao 2T25, refletindo recuperação de demanda na Turquia e na Espanha. Na Turquia, o avanço foi impulsionado por volumes mais fortes e recomposição de preços em moeda local, enquanto na Espanha o resultado é explicado pelo melhor ritmo de vendas. O EBITDA ajustado da região totalizou R$ 495 milhões, um aumento de 36% em moeda local. A região apresentou a melhor conversão operacional, beneficiada pela combinação de maiores volumes e preços que compensaram as pressões em custos variáveis. Na América Latina, a receita líquida alcançou R$ 279 milhões no 2T26, crescimento de 10% em moeda local, sustentada por preços mais favoráveis no Uruguai e na Bolívia. O EBITDA ajustado somou R$ 73 milhões, avanço de 34% em moeda local, reflexo da melhora da receita, principalmente por preços mais favoráveis, parcialmente compensada por maiores custos, resultando em ganho de 5 pontos percentuais na margem EBITDA da região.
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