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CSN

Receita líquida cresce 6,6% no segundo trimestre

Por Redação Brasil Mineral
Receita líquida cresce 6,6% no segundo trimestre

A CSN apresentou um crescimento de 6,6% em sua receita líquida no segundo trimestre de 2026, impulsionado pela sazonalidade favorável e pela melhora nas condições de mercado da siderurgia.

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) registrou receita líquida atingiu R$ 11.306,2 milhões no segundo trimestre de 2026, um aumento de 6,6% em relação ao trimestre anterior e de 5,7% na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado é consequência da sazonalidade da operação devido ao período mais seco e à maior atividade comercial, além da evolução das condições de mercado observada no segmento de siderurgia ao proporcionar aumento de vendas e preço. No primeiro semestre, o faturamento líquido atingiu R$ 21,9 bilhões, um incremento de 1,4% frente ao mesmo período de 2025. O Custo dos Produtos Vendidos (CPV) totalizou R$ 8.375,2 milhões, o que representa um crescimento de 3,6% frente ao trimestre anterior como resultado do aumento no volume de vendas em todos os segmentos de atuação, além do impacto da alta nos custos com matérias-primas. Na comparação com um ano antes houve acréscimo de 5,1%, o que corresponde ao maior dinamismo comercial verificado no período.

O lucro bruto do segundo trimestre totalizou R$ 2.930,9 milhões, com uma margem bruta de 25,9%, expansão de 2,1% sobre o trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período de 2025, também foi possível observar um crescimento de 43 pontos base na rentabilidade do período. Esses resultados refletem a forte evolução do faturamento verificada no período, com uma dinâmica mais forte de vendas ocorrendo em todos os segmentos e com preços começando a melhorar na siderurgia. Isso mais do que compensou os custos mais altos verificados no período. Por sua vez, o lucro bruto acumulado do ano totalizou R$ 5,5 bilhões, com uma margem bruta de 24,9%, expansão de 0,5% contra o mesmo período de 2025. No segundo trimestre, as Despesas com Vendas, Gerais e Administrativas totalizaram R$ 1.643,7 milhões, aumento de 22,9% em relação ao começo do ano, refletindo a sazonalidade do período e a intensa atividade comercial verificada em todos os segmentos. Na comparação anual, houve aumento de 8,0%, o que reflete o aumento da despesa com frete verificada no período e a retomada das vendas no segmento siderúrgico.

Outras Receitas e Despesas Operacionais foram negativas em R$ 660,4 milhões no trimestre, redução de 27,7% em relação ao 1T26, dado o menor impacto relacionado às operações de hedge cambial, a recuperação de créditos tributários e o menor volume de perdas relacionadas ao inventário e variações de estoques. Por outro lado, percebe-se uma variação muito maior na comparação com o 2T25, uma vez que aquele período foi positivamente impactado por reversões de contingências. Por sua vez, o Resultado Financeiro do 2T26 foi negativo em R$ 1.843,0 milhões, aumento de 41,0% em relação ao trimestre anterior, mas uma redução de 3,0% contra o 2T25. Esse aumento trimestral reflete, principalmente, o efeito da oscilação cambial nas despesas financeiras com impacto direto nas variações monetárias e no resultado de derivativos.

No segundo trimestre de 2026, a CSN teve prejuízo líquido de R$ 773,1 milhões, o que representa uma piora quando comparado com o trimestre anterior, como consequência das maiores despesas financeiras relacionadas à variação cambial que acabou por anular a melhor performance operacional verificada no período. Por sua vez, quando se compara com o mesmo período de 2025, a variação foi ainda maior como resultado do impacto extraordinário das reversões de contingências observadas naquele período. No semestre, a companhia registrou prejuízo líquido de R$ 1,3 bilhão contra um prejuízo de R$ 862 milhões verificado no mesmo período de 2025. O EBITDA Ajustado atingiu R$ 2.772,6 milhões no trimestre, com margem EBITDA Ajustada de 23,4%, o que representa uma estabilidade em termos de rentabilidade quando comparado com o trimestre anterior, mas com um EBITDA ajustado 4,8% superior. Esse crescimento de EBITDA ocorre mesmo em um período marcado por pressões de custos logísticos e de matéria-prima, o que mostra a força da operação do grupo e toda a excelência operacional observada no período, com crescimento de volume em todos os segmentos de atuação, ressaltando também os benefícios de se contar com uma operação diversificada e integrada. O resultado demonstra um maior desempenho já atingido no segmento de cimentos, uma evolução consistente no segmento de siderurgia, com a rentabilidade voltando para o patamar de 2 dígitos, o segundo maior desempenho do segmento de logística e um desempenho extraordinário de produção e vendas no segmento de mineração.

Na comparação com o mesmo período de 2025, o crescimento também foi da mesma magnitude, com a performance mais fraca da mineração sendo compensada pelo crescimento dos demais segmentos. Por fim, o resultado do primeiro semestre, o EBITDA ajustado atingiu R$ 5,4 bilhões, um crescimento de 5,2% contra igual período de 2025, colocando a CSN no caminho de entregar uma performance mais forte ao longo deste ano. Em 30/06/2026, a dívida líquida consolidada atingiu R$ 42.138,2 milhões, com o indicador de alavancagem medido pela relação Dívida Líquida/EBITDA UDM alcançando 3,49x, uma pequena evolução de 14 basis points na comparação com o exercício anterior como consequência exclusiva da amortização dos contratos de pré-pagamentos, além do impacto da variação cambial na dívida em moeda estrangeira e mais o AFAC de R$ 495 milhões realizado na Transnordestina. No que se refere ao total de disponibilidades, a Companhia sustentou sua política de manter um nível de caixa elevado, encerrando o trimestre com um total de R$ 15,4 bilhões, um volume suficiente para honrar os compromissos financeiros de curto prazo.

A CSN segue com o objetivo de alongar o prazo de amortização, com foco em operações de longo prazo e nos mercados de capitais. Entre as principais movimentações desses últimos meses, a CSN conseguiu o empréstimo ponte firmado em meados de abril com um sindicato de bancos no montante de US$ 1,2 bilhão e a oferta de troca de Notes anunciada no final de julho com o intuito de estender em 2 anos o vencimento de US$ 1,3 bilhão previsto originalmente para 2028. O objetivo desses exercícios é endereçar as dívidas de curto e médio prazos ao mesmo tempo em que alivia o cronograma de amortização presente abaixo. Como resultado, a CSN conseguiu alongar de forma significativa a amortização esperada para os próximos anos, ganhando tempo para executar seus projetos estratégicos sem qualquer pressão mais imediata.

Os investimentos totalizaram R$ 1.414,0 milhões, um crescimento de 25,6% em relação ao trimestre anterior e de 6,2% contra o mesmo período de 2025. Essa aceleração dos investimentos está em linha com o avanço de projetos estratégicos, principalmente relacionados aos investimentos na P15. Por outro lado, é válido notar que, mesmo chegado perto da conclusão de projetos relevantes, a Companhia tem conseguido moderar o montante investido quando se compara com o ano anterior, principalmente via redução no capital alocado nos demais segmentos.

A Usina Presidente Vargas (UPV) produziu 741 mil toneladas de placas no trimestre, uma redução de 3,0% em relação ao 1T26 e de 6,0% em relação ao mesmo período do ano anterior, refletindo o projeto de redução de estoques em curso na siderurgia e a parada de manutenção do alto forno que segue em andamento. Em contrapartida, na produção de aços laminados planos, principal mercado de atuação da Companhia, o volume atingiu 787 mil toneladas corresponde a um crescimento de 10,4% e 3,3% quando comparados com 1T26 e o 2T25, respectivamente. Já a produção de aços longos totalizou 62 mil toneladas no 2T26, um desempenho estável em relação às produções verificadas no trimestre anterior e no mesmo período de 2025. As vendas totais atingiram 1.182 mil toneladas no trimestre, 5,9% superior em relação ao 1T26, e 16,7% acima do mesmo período do ano anterior. Esse crescimento é reflexo direto das medidas antidumping implementadas no mercado brasileiro que resultaram em queda significativa de material importado nos portos brasileiros e de uma atividade comercial bastante assertiva na siderurgia. As vendas no mercado interno totalizaram 825 mil toneladas no 2T26, superando a marca de 800 mil toneladas pela primeira vez desde o 4T24, um crescimento de 7,5% em relação ao 1T26 e de 9,9% frente ao 2T25, reforçando a melhora da atividade comercial no mercado doméstico após as implementações das medidas de antidumping.

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