
Companhia registrou receita de US$ 844,4 milhões no primeiro semestre de 2026, com Ebitda ajustado crescendo 119% e caixa líquido de US$ 51,1 milhões.
A Hochschild Mining PLC registrou receita de US$ 844,4 milhões no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 62% sobre os US$ 520,0 milhões do mesmo período do último ano. O Ebitda ajustado atingiu US$ 491,5 milhões até junho, incremento de 119% sobre a primeira metade de 2025 (US$ 224,5 milhões), enquanto o lucro antes do imposto de renda alcançou US$ 365,8 milhões frente os US$ 109,3 milhões de um ano antes. O lucro básico por ação foi de US$ 0,37 (1º semestre de 2025: US$ 0,12).
O saldo de caixa e equivalentes de caixa e investimentos de curto prazo somou US$ 308,7 milhões em 30 de junho de 2026 (31 de dezembro de 2025: US$ 319,6 milhões) e o caixa líquido de US$ 51,1 milhões em 30 de junho de 2026 (31 de dezembro de 2025: dívida líquida de US$ 20,0 milhões). O dividendo final referente a 2025 alcançou US$ 25,7 milhões para os acionistas da Hochschild e dividendo para o parceiro da joint venture San Jose de US$ 58,3 milhões, ambos pagos no primeiro semestre de 2026, enquanto o dividendo intermediário de US$ 0,04 por ação (US$ 20,6 milhões), representando um aumento significativo (1º semestre de 2025: US$ 0,01 por ação).
A empresa teve produção atribuível no primeiro semestre de 2026 de 151.830 onças de ouro equivalente ou 11,7 milhões de onças de prata equivalente (primeiro semestre de 2025: 165.176 onças de ouro equivalente ou 12,7 milhões de onças de prata equivalente), com custos de sustentação (All-in Sustaining Costs – AISC) atribuíveis às operações de US$ 2.448 por onça de ouro equivalente (1º semestre de 2025: US$ 1.873) ou US$ 31,8 por onça de prata equivalente (1º semestre de 2025: US$ 24,3).
O plano de reestruturação de Mara Rosa avança conforme o esperado, com desempenho promissor da nova empresa contratada para a mineração. O foco está no acesso a áreas de maior teor, na resolução de limitações de transporte e na aceleração do projeto de espessador de rejeitos, combinado com processos de filtração e gestão de água. As atividades de desenvolvimento em Monte do Carmo continuam e espera-se uma decisão de investimento até o final do ano. O Estudo de Impacto Ambiental Modificado (EIAM) para o projeto Royropata foi recentemente submetido ao governo peruano, em conformidade com o cronograma de desenvolvimento do projeto.
Na agenda ESG, a Hochschild Mining constatou um acidente fatal em Inmaculada no mês de junho, desencadeando uma investigação minuciosa (ano fiscal de 2025: zero fatalidades) e registrou taxa de frequência de lesões com afastamento de 0,85 (ano fiscal de 2025: 0,97). O consumo de água doce por tonelada de minério processado foi de 0,21 m³/tonelada (ano fiscal de 2025: 0,26 m³/tonelada), enquanto os resíduos reciclados atingiram 82,4% (ano fiscal de 2025: 81,4%). Já a mão-de-obra local como porcentagem da força de trabalho total somou 67,1% (ano fiscal de 2025: 65,9%) e a participação feminina aumentou de 10,6% para 11% na comparação anual.
A Hochschild Mining prevê produção atribuível entre 300 mil e 328 mil onças de ouro equivalente, enquanto a meta revisada de custo de sustentação total (AISC) atribuível passou para US$ 2.380–US$ 2.500 por onça de ouro equivalente (anteriormente US$ 2.157–US$ 2.320 por onça de ouro equivalente). Os investimentos de capital (Capex) de sustentação e desenvolvimento foram reafirmados na faixa de aproximadamente US$ 210–US$ 225 milhões.
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