MANGANÊS

Nexus Ligas lança selo para identificar produtos com menor pegada de carbono

Por Redação Brasil Mineral•
Nexus Ligas lança selo para identificar produtos com menor pegada de carbono

O selo identifica produtos com emissões de CO₂ até 66% menores do que a média global de 3,9 toneladas por tonelada produzida, e já marca 40% da produção da companhia.

A Nexus Ligas acaba de lançar o selo Nexcarbon, que identifica produtos com menor intensidade de emissão de carbono. Com operações em Minas Gerais, a companhia passa a destacar, de forma rastreável, ligas de manganês utilizadas na fabricação do aço que apresentam emissões de CO₂ inferiores à média global do mercado. Os produtos contemplados com o selo ficam abaixo de 1,5 tonelada de CO₂ por tonelada produzida, podendo chegar a 1,3 tonelada. A média global das ligas de manganês é estimada em 3,9 toneladas de CO₂ por tonelada, conforme referência setorial da CRU, consultoria internacional especializada em inteligência de mercado para commodities, mineração e indústria.

As ligas de manganês são matérias-primas essenciais para a siderurgia e contribuem para conferir propriedades ao aço utilizado em infraestrutura, construção civil, veículos, máquinas e equipamentos. Com o avanço das metas de descarbonização, esses insumos passaram a ter maior relevância nas análises ambientais da cadeia produtiva. “O Nexcarbon traduz, de forma clara e objetiva, um diferencial técnico que já faz parte da nossa operação. Estamos avançando de maneira consistente para reduzir a intensidade de carbono das nossas ligas e contribuir com a cadeia do aço nesse desafio global”, destaca Marcelo Marino, CEO da Nexus Ligas.

O selo foi apresentado pela primeira vez durante o Ferroalloys Europe Connections Summit, realizado em junho, em Frankfurt, na Alemanha, pela CRU. A participação no encontro inseriu o Nexcarbon em uma discussão internacional sobre competitividade das ferroligas, rastreabilidade de emissões e novas exigências comerciais para a indústria de base. “Atualmente, os clientes já perguntam qual é a pegada de carbono do material, querem entender de onde vem esse número e, em alguns casos, exigem rastreabilidade. O Nexcarbon organiza essa informação em torno de produtos que já apresentam uma intensidade de carbono menor”, explica Fernando Marcolin, diretor comercial da Nexus Ligas. O Nexcarbon é aplicado inicialmente ao silício-manganês e ao ferromanganês alto carbono, duas famílias de ligas de manganês de ampla utilização na siderurgia. O selo não cria uma liga nem altera a composição dos produtos, mas identifica, dentro do portfólio já produzido pela empresa, aqueles com menor emissão de CO₂ no processo produtivo. No caso do ferromanganês alto carbono, “alto carbono” é uma classificação técnica ligada à composição química da liga. O indicador do Nexcarbon é outro: a quantidade de CO₂ emitida para produzir cada tonelada do material.

Os dados do selo têm como base inventário de emissões, informações operacionais da unidade de Barbacena e apoio técnico de terceiros. “O cliente não quer apenas saber se o produto emite menos. Ele precisa entender de onde vem esse número e ter segurança para usá-lo em suas próprias análises, auditorias e exigências de mercado”, afirma Marcolin. Atualmente, 40% da produção da Nexus Ligas já recebe esse selo. Na Europa, mecanismos de ajuste de carbono na fronteira já ampliam a necessidade de comprovação das emissões associadas a produtos industriais importados. Embora a obrigação regulatória recaia diretamente sobre compradores, os fornecedores passam a ser mais demandados por informações verificáveis sobre seus processos produtivos.

Nesse cenário, o Brasil reúne condições estruturais relevantes para a indústria de ferroligas. A maior participação de fontes renováveis na matriz energética nacional e a disponibilidade de carvão vegetal renovável diferenciam o país de mercados mais dependentes de combustíveis fósseis. Para fornecedores brasileiros, esse contexto cria espaço para associar a origem nacional não apenas à segurança de fornecimento, mas também à menor intensidade de carbono. “O mercado internacional está olhando para origem, estabilidade de fornecimento e comprovação técnica. O Nexcarbon ajuda a apresentar esse diferencial com dados que podem ser rastreados e comparados dentro das exigências atuais da cadeia do aço”, completa Marcolin.

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