Largo investirá R$ 2 bilhões em projeto de titânio na Bahia

Planta de beneficiamento de ilmenita em Maracás será seguida por fábrica de pigmento em Camaçari, com produção de 120 mil toneladas anuais visando suprir dois terços do consumo brasileiro.
Em meados de 2023, a Largo Inc. planeja colocar em operação uma planta de beneficiamento de ilmenita (minério de titânio) que está sendo construída em Maracás (BA), passando a incorporar ao seu portfólio o titânio, além do vanádio, do qual a empresa é o único produtor nas Américas.
A produção de ilmenita será feita a partir do minério que está contido nos rejeitos da produção de vanádio. Mas a empresa não pretende ficar somente na produção da ilmenita. Sua ideia é partir, na sequência, para a produção de pigmento de titânio, como forma de agregar valor ao minério, segundo o CEO da Largo, Paulo Misk. Para isso, a empresa vai montar uma planta de pigmento no pólo petroquímico de Camaçari (BA). A decisão por Camaçari deve-se ao fato de que os efluentes da planta serão utilizados para produção de fertilizantes (sulfato de amônia) e a planta estará localizada ao lado de uma fábrica de amônia. Outra pequena parte dos rejeitos da planta vai ser aproveitada para produzir sulfato de ferro, usado em tratamento de água. A Largo possui uma planta piloto de pigmento de titânio rodando nas instalações do Cimatec, em Camaçari. O projeto tem como objetivo produzir 120 mil toneladas de pigmento de titânio, o que corresponde a dois terços do consumo brasileiro. Apesar do projeto estar baseado na economia circular, o aproveitamento de rejeitos, vai ter a mesma importância para a empresa que o de vanádio, em termos de faturamento e margem e envolve a aplicação de R$ 2 bilhões, ao longo de 10 anos.
Além desse projeto, faz parte do plano estratégico a ampliação da produção de vanádio, embora não agora. A ampliação deve ocorrer ao longo de nove anos e a capacidade da planta será aumentada em 25%, indo de 12 mil para 16 mil toneladas por ano. Para este projeto, estão previstos investimentos de mais R$ 1 bilhão. Para suportar as expansões e todo o plano estratégico, a empresa fez uma reavaliação das reservas geológicas, estendendo a vida útil até 2040.
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