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GARIMPO

Atividade ilegal em Território Indígena Yanomami aumenta 32%

Por Redação Brasil Mineral•
Atividade ilegal em Território Indígena Yanomami aumenta 32%

Monitoramento aponta abertura de 50 hectares de novas áreas de garampo entre julho e setembro de 2024, com impactos que incluem contaminação de rios com mercúrio e ameaça à soberania alimentar indígena.

Segundo dados do monitoramento do Greenpeace Brasil, entre julho e setembro de 2024, um total de 50 hectares de novas áreas de garimpo foram abertos na região da Terra Indígena Yanomami, o que representa um aumento de 32% em relação ao mesmo período de 2023. Ao todo são 4.123 hectares de garimpo monitorados pela organização dentro da TI. Mesmo com as ações do Governo Federal, como destruição de maquinário e acampamentos, há novas frentes de garimpo, especialmente no sul do território, sobrepondo-se ao Parque Nacional do Pico da Neblina. Os números refletem que as políticas de fiscalização e monitoramento territorial na região não impedem que a atividade ilegal busque estratégias para se manter presente no território. O impacto do garimpo ilegal vai além do desmatamento, pois causa a contaminação dos rios com mercúrio, compromete a soberania alimentar e perpetua episódios de violência. “O Plano de Ação proposto pelo Governo Federal precisa contar com a participação ativa e contínua das lideranças indígenas no planejamento, monitoramento e na execução das ações. A dinâmica ilegal do garimpo se reorganiza, se reestrutura e abre novas fronteiras de destruição dentro da Terra Indígena Yanomami, conforme apontamos. Somente uma presença contínua e integrada do Estado, fortalecimento de órgãos de fiscalização como o IBAMA e FUNAI e participação das lideranças na implementação deste plano, podem garantir a segurança e o bem-estar do povo Yanomami”, afirmou Grégor Daflon, porta-voz da Frente de Povos Indígenas do Greenpeace Brasil.

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