
Documento será entregue a todos os candidatos à presidência e apresenta agenda com quatro pilares: pesquisa mineral, minerais críticos, fortalecimento institucional e combate ao garimpo ilegal.
O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) apresentou, em 26 de agosto, durante a EXPOSIBRAM 2026, em Belo Horizonte (MG), o documento inédito ‘Mineração: Uma Prioridade Estratégica para o Brasil 2027-2030’, onde propõe uma agenda de mineração sustentável para o próximo presidente da República. O levantamento será entregue a todos os candidatos ao cargo. “Os candidatos estão respondendo ao que os eleitores querem e constatamos que há um movimento maior da sociedade de questionar sobre como deve ser a mineração e que papel o setor deve ter para contribuir ao desenvolvimento do país. Este documento responde a essas questões e podem servir de base técnica para plataformas de governo do próximo presidente da República”, comentou o diretor-presidente interino do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), Pablo Cesário.
Para o IBRAM, o Brasil reúne recursos minerais abundantes e empresas competitivas para as transformações em curso no mundo, como a transição energética e os avanços tecnológicos, mas precisa de visão estratégica, eficiência e responsabilidade para transformar essa riqueza em prosperidade, inovação e crescimento econômico. O documento defende que essa conversão dependerá das decisões do próximo governo e propõe que a mineração sustentável entre na agenda de desenvolvimento do país entre 2027 e 2030. O Brasil reúne condições para atrair investimentos, ganhar espaço nas cadeias produtivas globais de minerais críticos e estratégicos, substâncias minerais consideradas essenciais para a indústria e para a transição energética mundial, e agregar valor à produção mineral em território nacional, ou seja, processar e transformar esses minerais no Brasil, em vez de apenas exportá-los em estado bruto.
Para Cesário, a mensagem é bem objetiva aos candidatos ao dizer que a mineração deve ser vista como portadora de futuro, tal como ela é. “Quando falamos de temas de alto interesse das pessoas, como transição energética, temos que estar falando do binômio mineração mais conhecimento”, afirmou o dirigente do IBRAM. O documento está organizado em quatro capítulos e pode ser baixado no site do IBRAM https://ibram.org.br/wp-content/uploads/2026/08/WEB-Carta-presidenciaveis_AGO-2026_IBRAM_compressed-2.pdf. O primeiro capítulo trata do levantamento geológico e da pesquisa mineral, que soma cerca de 28% do território nacional mapeado, informa o documento, enquanto o segundo aborda o desenvolvimento de minerais críticos e estratégicos e a liderança do Brasil nas novas cadeias industriais globais. Já o terceiro preocupa-se com o fortalecimento de instituições como a Agência Nacional de Mineração (ANM) e da agilidade do licenciamento ambiental, enquanto o quarto capítulo trata do combate ao garimpo ilegal e da transição de garimpeiros para a legalidade. Cada capítulo reúne um diagnóstico do setor e propostas de ação específicas. A publicação chega em um momento de disputa internacional por minerais como cobre, lítio, terras raras, níquel e grafite, insumos usados na transição energética, na eletrônica e na defesa. No contexto nacional, o Congresso está na iminência de votar em definitivo projeto de lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos.
O IBRAM também elaborou documento propondo agenda mineral para os estados, que será entregue aos candidatos a governos estaduais.
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