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NEGÓCIOS

Vale fecha sete acordos com parceiros chineses

Vale fecha sete acordos com parceiros chineses

Acordos incluem projeto de processamento de ferro-níquel na Indonésia com start-up previsto para 2025, parcerias em descarbonização com uso de biocarvão e cooperação para desenvolvimento de equipamentos com emissão zero.

A Vale assinou sete acordos com diferentes parceiros chineses para reforçar a agenda estratégica da companhia e fortalecer o relacionamento com a China. O anúncio foi feito no Seminário de Negócios Brasil-China, realizado pelas autoridades brasileiras e chinesas em Pequim, e teve a presença do vice-presidente executivo de Assuntos Corporativos e Institucionais da Vale, Alexandre Silva D'Ambrosio.

Os acordos incluem um Acordo de Investimento do Projeto Morowali, na Indonésia; dois acordos para apoiar a agenda de descarbonização da mineradora em parceria com um cliente chinês e um fornecedor chinês, respectivamente; dois Memorandos de Entendimento de cooperação estratégica abrangente assinados com bancos chineses líderes; e mais dois acordos para fortalecer a cooperação com universidades chinesas. "Como parceira da China há 50 anos e fornecedora confiável de matérias-primas para a indústria siderúrgica chinesa, a Vale tem um compromisso de longo prazo com o mercado chinês", diz Alexandre Silva D'Ambrosio. Segundo o executivo, a Vale continuará a fornecer produtos de minério de ferro de alta qualidade à China para apoiar o desenvolvimento contínuo do país asiático, além de melhorar ainda mais a parceria estratégica em mineração sustentável e soluções com baixo teor de carbono.

A subsidiária PT Vale Indonésia, em parceria com a Taiyuan Iron & Steel Co. Ltd. (Tisco) e a Shangdong Xinhai Technology Co. Ltd. (Xinhai) assinaram um Acordo de Investimento para construir uma planta de processamento de ferro-níquel para fornos elétricos rotativos (RKEF) com uma produção mínima de 73 mil toneladas anuais de níquel e outras instalações de apoio no distrito de Morowali, Indonésia. O projeto utilizará energia a gás para fornecer eletricidade e prevê-se que seja um projeto verde e de baixo carbono. O projeto Morowali, anteriormente conhecido como Bahodopi, foi aprovado pelo Conselho de Administração da Vale em julho de 2022. O start-up está previsto para 2025.

Rumo à descarbonização, a Vale assinou acordo de cooperação com a Baoshan Iron & Steel Co., uma subsidiária da chinesa Baowu, para desenvolver e aplicar o biocarvão na indústria siderúrgica. Produzido a partir de biomassa, o biocarvão está sendo considerado como um substituto para o carvão no processo de fabricação de aço, com potencial para reduzir as emissões de carbono. Não há uso de biocarvão em siderúrgicas na China, mas o setor considera o uso de um combustível limpo uma rota técnica e estratégica para a metalurgia de baixo carbono. Para a Vale, é essencial estar envolvido no desenvolvimento desta tecnologia, que contribuirá para seu objetivo de reduzir as emissões de escopo 3 em 15% até 2035. A Vale também firmou Memorando de Entendimento com a XCMG para co-desenvolver a primeira motoniveladora com emissão zero do mundo para atividades de mineração. O equipamento é usado para nivelar os acessos às minas e será testado em unidades de Minas Gerais e Pará. Caso aprovado após os testes, a Vale pretende adquirir vários modelos ao longo dos próximos anos. Hoje, a Vale conta com uma frota de 90 motoniveladoras. Atualmente, a Vale está testando dois caminhões elétricos fora de estrada fabricados pela XCMG, ambos com capacidade de 72t – um em Minas Gerais e o outro na Indonésia. A substituição dos modelos atuais por veículos elétricos ou de baixas emissões é fundamental para que a Vale atinja sua meta de reduzir em 33% as emissões de seu escopo 1 e 2 até 2030.

A Vale assinou Memorandos de Entendimento plurianuais com o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) e com o Bank of China (BOC), respectivamente. Os acordos firmados visam apoiar o desenvolvimento comercial da Vale e fortalecer as parcerias entre a mineradora e os dois principais bancos chineses. Pelo acordo, os bancos asiáticos pretendem fornecer apoio de crédito à Vale através de facilidades de empréstimo, de financiamento de projetos, comércio ou ativos, de garantias bancárias, entre outros. A Vale e os dois bancos também pretendem aprofundar ainda mais sua colaboração no combate às mudanças climáticas, incluindo financiamento verde, energia renovável e outras oportunidades que surgem da transição energética.

A Vale assinou também acordo de cooperação com a Central South University (CSU) para fortalecer sua cooperação técnica. Este acordo se segue à assinatura do acordo de doação entre a Vale e a CSU, anunciado em fevereiro de 2023, e que prevê a doação de US$ 5,81 milhões para apoiar a CSU no estabelecimento de um novo laboratório que ocupará uma área total de cerca de 3 mil metros quadrados para metalurgia de baixo carbono e hidrogênio. Pelo acordo, a Vale reforçará a cooperação técnica com a CSU em vários aspectos, tais como pesquisa em sinterização e pelotização de baixo carbono, fabricação de ferro de alta eficiência e utilização de H2.

Outro acordo assinado com instituição tem validade de quatro anos. A Vale continuará a apoiar o Centro Acadêmico de Prática e Pensamento Econômico Chinês (ACCEPT) da Universidade de Tsinghua no aprofundamento da compreensão da prática e pensamento econômicos da China e na disciplina de Governo e Economia de Mercado. A parceria entre a Vale e o ACCEPT teve início em abril de 2019. Fundada pelo professor David Daokui Li, o renomado economista chinês, em abril de 2018, a ACCEPT concentra-se na pesquisa sobre governo e economia de mercado e promove pesquisa econômica com características chinesas.

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