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FERTILIZANTES

Projeto de Irecê recebe investimento de R$ 340 milhões

Por evando•
Projeto de Irecê recebe investimento de R$ 340 milhões

Operações devem começar no final de 2025, com previsão de gerar 800 empregos diretos e indiretos, além de reduzir a dependência brasileira de importações de fertilizantes fosfatados.

Uma comissão formada pelo presidente da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Henrique Carballal, e os secretários de Ciência e Tecnologia, André Joazeiro, e de Desenvolvimento Econômico, Ângelo Almeida, de Meio Ambiente, Eduardo Sodré, de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, e o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro, apresentaram ao governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o Projeto Irecê, de produção de concentrado de fosfato, da empresa Galvani/Fosnor. O investimento previsto para a implantação é de R$ 340 milhões, com a estimativa da CBPM de receita anual de royalties é de cerca de R$ 19,5 milhões.

A iniciativa é estratégica para a economia baiana em razão da alta dependência do fosfato importado e o início das operações está programado para final de 2025, com uma vida útil estimada em 15 anos. Os direitos minerários são de titularidade da CBPM, responsável pelo desenvolvimento de atividades de produção de rocha fosfática na cidade de Irecê. Quando começar a produção efetiva, a Galvani poderá prover cerca de 25% dos fertilizantes fosfatados necessários para o uso agrícola das regiões Nordeste e Norte, reduzindo a dependência de importações deste insumo.

Além de prever a produção anual de 1,2 milhão tonelada de minério, resultando em 350 mil toneladas de concentrado fosfático, é prevista ainda a produção anual de 600 mil toneladas de calcário agrícola, que será comercializado como corretivo de solos e impulsionará o setor agrícola regional. O empreendimento deve gerar 800 empregos diretos e indiretos, na fase de operação, e de 1.000 empregos, no período das obras, além da contribuição de R$ 13,3 milhões em tributos anuais, evidenciando o impacto positivo na economia local.

O projeto é sustentável por não utilizar barragens de rejeito e ter consumo zero de água no beneficiamento, destacando-se pela exclusiva tecnologia de concentração a seco de fosfato. Outros destaques são as ações transversais de governo da CBPM com diversas secretarias de Estado, com SDR, Sema, SDE, Secti e a Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), além da CAR e da Bahiagás.

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