Grupo tunisiano quer parceria de brasileiros em projetos de fosfato

Grupo estatal tunisiano busca parcerias brasileiras para expandir seus projetos na indústria de fosfato e fertilizantes.
Grupo estatal e maior produtor de fertilizantes da Tunísia, o Groupe Chimique Tunisien (GCT) demonstrou interesse em ter empresas brasileiras como a Vale em seus projetos para investir na indústria de fosfato e fertilizantes da Tunísia. O interesse foi verbalizado pelo gerente de vendas da companhia, Drine Okba, durante o Fórum Econômico Brasil-Países Árabes, evento da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, realizado dia 25 de agosto, em São Paulo. Segundo Okba, a Tunísia possui reservas de 2,4 bilhões de toneladas de rocha fosfática e pretende elevar sua capacidade de produção de fertilizantes para 9 milhões de toneladas até 2030.
A Tunísia quer expandir sua atuação no segmento, priorizando mercados históricos, como Índia e China, além de avançar nas Américas, especialmente no Brasil, que atualmente é o maior importador de fertilizante MAP (fosfato monoamônico) do mundo. O produto é o carro-chefe do portfólio do GCT. Ao falar sobre o interesse tunisiano em atrair parceiros brasileiros, o executivo citou diretamente a Vale. Okba disse que a empresa já visitou a Tunísia e conhece a qualidade da rocha fosfática produzida no país, que, segundo ele, é uma das melhores do mundo. “Eles vieram há dois anos nos visitar, e queremos ter uma oportunidade para eles. Estamos abertos para parcerias”, afirmou.
O gerente de vendas do GCT afirmou que a indústria de fosfato da Tunísia necessita de investimentos em energia. Entre as possibilidades mencionadas, ele destacou a exploração das reservas de energia na Tunísia. Para ele, empresas brasileiras trariam uma complementaridade ao projeto de expansão produtiva das empresas tunisianas. Dados do sistema federal ComexStat mostram que, em 2025, a Tunísia exportou 33,4 mil toneladas de fertilizantes para o Brasil, a maior parte do tipo fosfatado, principalmente MAP, o que corresponde a apenas 5,7% do volume total de fertilizantes importados pelo país naquele ano.
Fertilizantes fosfatados têm aplicação na correção do solo, especialmente nos solos do Cerrado, sendo fundamentais para viabilizar a produção de grãos no bioma nos níveis atuais de produtividade. Atualmente, a principal fonte do insumo é o mercado externo. Países do norte da África estão entre os maiores fornecedores. Okba finalizou convidando empresas brasileiras a visitarem a Tunísia e a fortalecerem os laços com a indústria de fosfato do país e com seu setor de energia. “Empresas brasileiras são muito bem-vindas na Tunísia”, disse.
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