Brazilian Nickel diz que Brasil pode ser produtor e fornecedor confiável

07/08/2026
Luciana Gutmann, disse que o Brasil tem a oportunidade de aumentar a produção e construir uma posição estratégica como fornecedor confiável para as cadeias globais de suprimento.

 

Durante o painel “Desafios Operacionais e de Monitoramento Ambiental na Exploração de Minerais Críticos e Terras Raras”, a diretora de Assuntos Corporativos da Brazilian Nickel, Luciana Gutmann, disse que o Brasil tem a oportunidade de aumentar a produção e construir uma posição estratégica como fornecedor confiável para as cadeias globais de suprimento. “O Brasil pode escolher não apenas ser um dos maiores produtores, mas também um dos mais confiáveis. Em um cenário de concentração da oferta global, isso representa uma oportunidade importante para o país. O Projeto Piauí Níquel, por exemplo, utiliza uma rota de processamento com menor consumo de água, menor consumo de energia e custos mais competitivos. Esse tipo de abordagem ajuda a fortalecer a posição do Brasil nas cadeias globais de minerais críticos", afirmou.  

O Projeto Piauí Níquel, da Brazilian Nickel, utiliza uma rota de processamento validada em planta-piloto e prevê a produção de níquel e cobalto por meio do processo de lixiviação em pilha. O níquel e o cobalto são produzidos na forma de Precipitado de Hidróxido Misto (MHP) grau bateria — esta é a primeira vez que essa tecnologia, já usada no processamento de outros metais, será empregada em escala comercial para níquel. O Projeto Piauí Níquel será a primeira operação de níquel e cobalto em escala global a adotar essa abordagem. “É importante mostrar como novas rotas de processamento podem gerar mais valor para o país. A Brazilian Nickel não venderá minério bruto. Produzirá um produto intermediário, pronto para seguir ao refino e abastecer cadeias industriais, como a de baterias e outras aplicações industriais”, explicou Luciana. 

A Brazilian Nickel tem estruturado a estratégia de relacionamento com as comunidades ainda antes da construção do projeto. A companhia mantém diálogo permanente com diferentes grupos do território e desenvolve iniciativas sociais a partir da escuta e da identificação de demandas locais. Para Luciana, esse relacionamento contínuo é fundamental para que a empresa esteja próxima da comunidade e possa construir, em conjunto, iniciativas que gerem impacto positivo na região do empreendimento. “Estamos em uma região que não tem tradição na mineração. Por isso, iniciamos o engajamento muito antes do que normalmente acontece em projetos greenfield. Hoje contamos com um Comitê do Projeto formado por dez grupos comunitários, além de fóruns específicos com mulheres e representantes do poder público. Esse diálogo contínuo nos permite construir uma relação de confiança com o território antes mesmo da implantação do empreendimento”, afirmou.  

Para a diretora, a consolidação de uma cadeia de minerais críticos no país também passa pela cooperação entre empresas, instituições financeiras e poder público, especialmente para viabilizar investimentos e projetos de longo prazo. “Temos recursos minerais e temos capacidade para desenvolver projetos competitivos. O desafio agora é criar as condições para transformar esse potencial em investimentos, desenvolvimento e em uma posição cada vez mais relevante do Brasil na cadeia global de minerais críticos”, concluiu.