
Abertura do Brazilian Mining Day em Toronto destaca que mineração brasileira emprega 2 milhões de pessoas, responde por 4% do PIB e contribuiu com 47% do saldo da balança comercial em 2024.
O Brasil parece estar no foco dos investidores interessados na exploração de minerais críticos para a transição energética, a julgar pelo número de participantes no Brazilian Mining Day, que reuniu quase 200 pessoas e integrou as atividades brasileiras durante a convenção PDAC 2025, que acontece de 2 a 5 de março em Toronto, Canadá.
Para o embaixador do Brasil no Canadá, Carlos França, o Brasil emergiu como um dos líderes na exploração de minerais críticos para transição energética e deve desempenhar papel relevante na produção desses minerais.
Já a presidente do Conselho Diretor do Ibram, Ana Sanches, enfatizou que a mineração brasileira está mudando. “A visão de passado da mineração, de ser uma atividade arcaica, está dando lugar para conceitos como modernidade, inovação, sustentabilidade, inclusão, com o uso de equipamentos autônomos e drones nas operações”. Ana Sanches, primeira mulher a ocupar o cargo na história da entidade e que também é CEO da Anglo American Brasil, disse que a mineração brasileira conserva uma área que é 11 vezes maior do que aquela ocupada com as atividades de extração, emprega cerca de 2 milhões de pessoas (direta e indiretamente), responde por 4% do PIB do País e contribuiu com 47% do saldo da balança comercial brasileira em 2024. Ela salientou, ainda, que o Brasil conta com grandes reservas de minerais estratégicos, energia renovável e um ambiente geopolítico estável, o que favorece a atração de investimentos no setor mineral brasileiro. No entanto, ela afirmou que há desafios a serem vencidos, mencionando especificamente a inclusão da mineração entre os setores sujeitos ao imposto seletivo, que deve ter um impacto de R$ 300 milhões sobre os custos da atividade.
Ainda na mesma sessão de abertura do Brazilian Mining Day, outros representantes de governo do País, como Vítor Saback (secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do MME), Mauro Souza (diretor geral da ANM) e Francisco Valdir Silveira (diretor de Geologia e Recursos Minerais do SGB) incentivaram os empresários a investir no setor mineral brasileiro, pois o país oferece uma legislação amigável e está aberto a quem deseja praticar uma mineração responsável, sustentável e ética. No caso do representante do SGB, ele informou que foi concluído o processo de licitação para a execução de 1 mil quilômetros de levantamentos aerogeofísicos, o que muito contribuirá para ampliação do conhecimento do potencial do geológico brasileiro. (Por Francisco Alves, de Toronto. A cobertura de Brasil Mineral do PDAC 2025 tem apoio da True Mine)
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