Sinprifert anuncia vencedores do prêmio e lança Carta Aberta ao Brasil

Entidade premia seis categorias no Dia Mundial dos Fertilizantes e apresenta cinco compromissos da indústria com o país, entre eles investir na transformação das riquezas naturais e concretizar as metas do Plano Nacional de Fertilizantes.
O Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-Primas para Fertilizantes (Sinprifert) anunciou, em 13 de outubro, quando se comemora o Dia Mundial dos Fertilizantes, os laureados do Prêmio Embaixadores da Soberania Alimentar 2026, em seis categorias. O prêmio reconhece lideranças que se destacaram na defesa e promoção da soberania alimentar brasileira. A data homenageia o pedido de patente da síntese da amônia, feito por Fritz Haber em 13 de outubro de 1908 – o processo que transformou o nitrogênio do ar em fertilizante e, por meio dele, em alimento. Desde que a síntese da amônia foi demonstrada, em 1909, estima-se que os fertilizantes sintéticos tenham salvado mais de 1 bilhão de vidas. Cerca de metade da população mundial se alimenta graças ao nitrogênio sintético.
Para o Sinprifert, segurança alimentar é ter comida na mesa – e ela pode ser comprada, importando alimentos ou os insumos para produzi-los. “Ao longo dos últimos 30 anos, o Brasil construiu segurança alimentar e liderança agrícola global sob condições de fornecimento e de custo determinadas por decisões e fatores globais que fogem ao seu controle. A produção nacional de fertilizantes e o desenvolvimento de tecnologias nacionais são o que permitirá ao Brasil determinar o próprio futuro”, afirma Elias Lima, presidente do Conselho de Administração do Sinprifert.
Na categoria ‘Política de Estado e Governança Setorial’ o vencedor foi Rodrigo Rodrigues da Fonseca, Secretário Adjunto da Secretaria de Articulação e Monitoramento da Casa Civil, pela coordenação interministerial das ações de enfrentamento da crise geopolítica dos fertilizantes e Anderson Barreto Arruda, Secretário Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral Interino do Ministério de Minas e Energia (MME), pela contribuição decisiva no reconhecimento de fertilizantes como insumos críticos nacionais. Já em ‘Liderança Corporativa’ o prêmio reconheceu o Fórum Nacional dos Secretários de Mineração e Energia (FNSME), pela consolidação do diálogo federativo na agenda minero-energética nacional e pelo apoio ao avanço das políticas estaduais de fertilizantes, enquanto em ‘Liderança Legislativa’, a Senadora Tereza Cristina (PP-MS) recebeu o prêmio pela liderança, no Congresso Nacional, de pautas que integram agricultura e indústria e pela defesa da redução da dependência externa de fertilizantes.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) recebeu o prêmio pela defesa da produção nacional de fertilizantes e ações efetivas em prol da competitividade industrial brasileira na categoria ‘Instituições de Apoio à Indústria’. Em ‘Academia, P&D e Inovação’, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), recebeu o prêmio pelo desenvolvimento de produtos de fomento que impulsionam a inovação, a sustentabilidade e a reindustrialização da cadeia nacional de fertilizantes, enquanto na categoria ‘Jornalismo’, a CNN Brasil foi agraciada pela cobertura da cadeia industrial de fertilizantes e dos impactos da crise geopolítica dos fertilizantes na economia brasileira.
Carta Aberta
No mesmo dia, sob a mensagem “o país que alimenta o mundo não pode depender do mundo para nutrir o próprio solo”, o Sinprifert lança a “Carta Aberta ao Brasil”, que mostra que a mesma base industrial que sustenta o agronegócio viabiliza a extração de terras raras, a fabricação de ímãs e baterias e o hidrogênio verde. Ela reúne cinco compromissos da indústria com o país: investir para que a transformação das riquezas naturais gere valor no Brasil, recuperar a fertilidade dos solos, reduzir a pegada ambiental da cadeia, fazer do Brasil referência nas tecnologias de nutrição de plantas e concretizar as metas do PNF. Os interessados podem acessar a carta pelo www.sinprifert.com.br/cartaaobrasil.
Compromissos
Nesse Dia Mundial dos Fertilizantes, o Sindicato Nacional da Indústria de Matérias-Primas para Fertilizantes afirma que tem como compromisso transformar recursos e vantagens nacionais em tecnologia e competitividade para nutrir o país e o mundo, fortalecer a indústria e os empregos que ela gera, e promover um desenvolvimento mais sustentável, próspero e soberano. O sindicato informa que para conseguir isso assume cinco compromissos : investir no país para transformar as riquezas naturais em valor aqui dentro: em fábricas, empregos, renda e tecnologia, em cada região onde estamos ; Levar ao campo tecnologia feita para o solo, o clima e os desafios do Brasil: recuperar pastagens, enriquecer a vida do solo, ganhar eficiência e produzir mais com menos ; reduzir o impacto ambiental de toda a cadeia com o que o Brasil tem de melhor: energia renovável para a amônia verde, a economia circular do biometano e do fosfogesso, uma logística mais curta e produtos feitos sob medida para o país e ajudar o Brasil a liderar a Revolução Verde para sair do quadro de importador de fertilizantes para criar aqui as inovações que vão alimentar o futuro. “ Que o futuro desenhado se torne realidade. Há mais de setenta anos, o Sinprifert e suas empresas investem na industrialização do Brasil. Renovamos hoje esse compromisso de longo prazo: concretizar o futuro que o Plano Nacional de Fertilizantes desenhou. Esta agenda não pertence apenas à indústria brasileira de fertilizantes. Ela pertence ao país, e ninguém a cumpre sozinho. Convidamos a caminhar conosco todos os que acreditam que o Brasil é capaz de vencer grandes desafios, que não têm medo de sonhar grande e que sabem que o mundo mudou e que podemos escrever o nosso próprio destino. Que este dia marque o início de um movimento: o de um país que segue rumo ao futuro que deseja com as próprias pernas. O Brasil nasceu com a vocação de alimentar o mundo. Cabe a nós criar as condições para cumpri-la”
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