
Com oito protocolos de intenção assinados nos últimos dois anos, os investimentos somam cerca de R$ 10 bilhões e devem gerar mais de 10 mil empregos diretos, especialmente no semiárido baiano.
A Bahia se consolidou em 2024 como o segundo maior alvo de pesquisa mineral do País, com mais de 1.600 Requerimentos de Pesquisa para minerais críticos e estratégicos, vitais para o desenvolvimento econômico e as novas tecnologias. E as projeções seguem de forma otimista, garante Angelo Almeida, secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia: “para a pesquisa mineral, o estado conta com um diferencial, que é o conhecimento geológico do seu território, totalmente coberto por levantamento aerogeofísico, bem como mapeamento geológico em escalas diversas, disponível em meio digital, permitindo ao usuário manipular e reprocessar informações importantíssimas para suas pesquisas de campo”.
Ao longo dos anos, segundo ele, o governo baiano tem promovido a pesquisa geológica de modo permanente e sistemático em todo o seu território, o que confere à Bahia o título de um dos estados brasileiros mais bem estudados geologicamente. Segundo Angelo Almeida, parte dos recursos oriundos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) são aplicados em conhecimento e outra parte em infraestrutura para mineradoras, através da construção de estradas e ramais de acesso, pontilhões e pontes, assim como eletrificação de várias minas.
Com os novos projetos, já com Protocolos de Intenções assinados, bem como as áreas estudadas e disponíveis para Licitação Pública, estudadas pela empresa de desenvolvimento mineral do estado, a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), que é subordinada à pasta da SDE, a participação da mineração na economia baiana deve se ampliar, com novas oportunidades de geração de emprego e renda.
Hoje o governo do estado da Bahia possui um programa de incentivos fiscais que abrange todos os setores da economia baiana, inclusive a mineração. Nos últimos dois anos, a SDE assinou Protocolos de Intenção com oito empresas de mineração, que somam investimentos de cerca de R$ 10 bilhões, o que deverá gerar mais de 10 mil empregos diretos para a Bahia, especialmente localizados no semiárido baiano, onde as oportunidades de emprego são mais escassas – “neste particular a mineração, com a rigidez locacional, é muito benéfica a esta região”, acentua Angelo Almeida.
Um desses benefícios para a mineração é o Desenvolve – Programa de Desenvolvimento Industrial e de Integração Econômica, Lei nº. 7.980/2001 e Decreto nº. 8.205/2002. O Desenvolve foi criado para complementar e diversificar a matriz industrial e agroindustrial do Estado, mediante fomento à instalação de novos empreendimentos industriais e a expansão, reativação ou modernização de empreendimentos já instalados. Todos os segmentos industriais e agroindustriais que não forem enquadrados em outros programas com legislação específica podem ser beneficiados. Como incentivo, o governo baiano desonerou o imposto estadual (ICMS) na aquisição de bens destinados ao ativo fixo nas operações de importação de bens do exterior; nas operações internas relativas às aquisições de bens produzidos no estado; nas aquisições de bens em outro estado, relativamente ao diferencial de alíquotas; no diferimento na aquisição interna de insumos, conforme previsão legal; na dilatação de prazo de 72 meses para o pagamento de 90%, 80% ou 70% do saldo devedor mensal do imposto estadual (ICMS); e com desconto de 81%, 64% ou 56% no caso de liquidação antecipada do ICMS.
Impactos positivos
A mineração, conforme o secretário, tem uma importância significativa para a economia do estado da Bahia, que possui um grande potencial mineral, com depósitos de minérios diversos, como ferro, ouro, cobre, níquel, diamante, bauxita, entre outros. Entretanto, a mineração apresenta uma rigidez locacional, pois o empreendimento tem que ser implantado onde o minério ocorre e não onde o empreendedor deseja. “No caso da Bahia, a mineração ocorre, via de regra, no semiárido, onde as oportunidades de geração de emprego e renda são mais escassas. Portanto, é importantíssimo para o desenvolvimento econômico da Bahia”, volta a enfatizar o secretário.
Analisando-se apenas a indústria extrativa mineral, Angelo Almeida informa que, de janeiro a outubro de 2024, foram gerados mais de 15,7 mil empregos diretos – “isto significa que se usarmos o coeficiente do Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), de que cada emprego direto na mineração gera outros 11 indiretamente, isto torna-se muito significativo para nosso estado, chegando-se a um número de mais de 170 mil empregos diretos”.
O setor mínero-industrial baiano já garantiu mais de 38 mil empregos formais diretos neste ano, quando computados a indústria extrativa mineral (15,7 mil empregos), a indústria de transformação de minerais não metálicos (pedras, gesso, cimento, cerâmicas, vidros) com mais de 19 mil e a metalurgia de metais não ferrosos, cobre, ferroligas outros mais de 3 mil.
Veja a matéria completa na edição 445 de Brasil Mineral
VEJA TAMBÉM

Eminence Minerals requer licenças para três novas áreas na Bahia
Os requerimentos abrangem aproximadamente 3.697 hectares no distrito de Itarantim–Maiquinique, onde a empresa irá executar reconhecimento de campo e amostragem geoquímica para avaliar o potencial econômico da mineralização.
24/08/2026
Vencedoras do Prêmio Mina são divulgadas na Exposibram 2026
Edição recordista reuniu 6,7 mil indicações e quase 38 mil votos, reconhecendo mulheres que se destacam em sete categorias e homens comprometidos com a equidade de gênero no setor.
27/08/2026




