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TERRAS RARAS

Encontro entre Governo e comunidades debatem impactos de projetos no Planalto Vulcânico

Encontro entre Governo e comunidades debatem impactos de projetos no Planalto Vulcânico

Encontro reúne órgãos federais, prefeituras e comunidades em Poços de Caldas, Caldas, Andradas e Águas da Prata para debater segurança hídrica, riscos radioativos e participação popular nos projetos.

Representantes do governo federal visitam nos dias 25 e 26 de junho, a partir das 17h, a região do Planalto Vulcânico e entorno, em Minas Gerais, onde estão localizados os municípios de Poços de Caldas, Caldas, Andradas, Águas da Prata para debater com as comunidades as preocupações relativas à instalação de grandes projetos de mineração de terras raras. A visita é resultado de demanda da população e mobilização da sociedade civil, que resultaram em requerimento apresentado no âmbito da audiência pública da comissão de meio ambiente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, de iniciativa da deputada estadual Bella Gonçalves, realizado no dia 8 de maio, no campus do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais.

Estarão na região representantes dos seguintes ministérios e órgãos do governo federal: Secretaria Geral da Presidência da República, Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Ministério de Minas e Energia, IBAMA (MG), Ministério de Meio Ambiente, Ministério de Direitos Humanos e Cidadania, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Saúde, Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM), Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) e Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação.

Os representantes do governo federal cumprirão agenda com Prefeituras e vereadores de Poços de Caldas, Caldas, Andradas e Águas da Prata, com a comissão de terras raras da Câmara Municipal de Poços, visitarão a planta piloto da Meteoric Resources, visitarão as áreas dos futuros projetos em Poços de Caldas e Caldas e farão encontros com moradores das quatro cidades. Moradores e sociedade civil alertam para possíveis impactos ambientais e sociais associados aos empreendimentos, destacando preocupações com a segurança hídrica, a saúde da população e riscos relacionados à presença de materiais radioativos. Segundo eles, os Estudos de Impacto Ambiental apresentados até o momento — elaborados pelas próprias empresas interessadas na exploração — são considerados insuficientes para garantir a segurança do território.

O Ministério Público Federal já apontou inconsistências nos projetos, incluindo questões relacionadas à segurança hídrica e riscos radioativos, reforçando a necessidade de maior rigor nos processos de licenciamento ambiental. Críticos também afirmam que os empreendimentos vêm avançando sem participação popular efetiva, levantando questionamentos sobre transparência e controle social nas decisões que afetam diretamente o território. Além das preocupações locais, especialistas destacam que a exploração de terras raras está inserida em um cenário de crescente disputa geopolítica internacional. Esses minerais são considerados estratégicos para a indústria de alta tecnologia, ampliação das matrizes energéticas e, especialmente, para o setor bélico, sendo alvo de interesse de grandes potências econômicas.

O debate sobre a mineração de terras raras ultrapassa a escala local, inserindo regiões como o Planalto de Poços de Caldas em uma disputa global por recursos estratégicos para as grandes potências econômicas, com implicações diretas à economia local e nacional, à soberania nacional e à saúde e segurança da população diretamente afetada pela proximidade dos empreendimentos.

O Encontro de representantes do governo federal com moradores de Poços de Caldas será dia 25 de junho, às 17h, na Escola Municipal Maria Ovídia Junqueira, Poços de Caldas, enquanto o Encontro de representantes do governo federal com moradores de Andradas e Águas da Prata acontece dia 26 de junho, no mesmo horário, na Câmara de vereadores de Andradas.

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