
Furo MFSR-057 registrou 40,5% de óxidos de terras raras em amostra de 1,2 metro, o maior teor do projeto até agora, e cortou 111 metros a 8,25% de TREO desde a superfície.
A australiana Power Minerals anunciou novos resultados de sondagem no Projeto Morro do Ferro, em Minas Gerais, com a identificação de um teor de 40,5% de óxidos totais de terras raras (TREO) em uma amostra de 1,2 metro. Este é o maior teor individual registrado até agora no empreendimento, segundo comunicado divulgado pela companhia à Bolsa de Valores da Austrália (ASX). O resultado foi obtido no furo de sondagem MFSR-057, que também identificou um intervalo contínuo de 111 metros com teor médio de 8,25% de TREO, desde a superfície. Dentro dessa extensão, os trabalhos registraram 51 metros com teor médio de 15,42%, incluindo 15 metros com 20,42%.
Outro destaque é a presença de óxidos de terras raras utilizados na fabricação de ímãs permanentes de alto desempenho, fundamentais para motores de veículos elétricos, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e diversas aplicações industriais. Na amostra de maior concentração, o teor desses elementos alcançou 7,73%. Para a Power Minerals, os resultados mostram um avanço na compreensão da extensão e da continuidade da mineralização no Morro do Ferro, além de fornecerem novas informações para a preparação da primeira estimativa de recursos minerais do projeto.
A nova sondagem foi realizada entre duas seções anteriormente investigadas, com o objetivo de verificar a continuidade das zonas mineralizadas. Os dados confirmaram a presença de concentrações elevadas de terras raras em profundidade, fortalecendo a interpretação geológica do depósito. O resultado também amplia o conjunto de informações obtidas nas campanhas de pesquisa desenvolvidas pela empresa ao longo de 2026. No furo MFSR-057, cinco amostras individuais apresentaram teores superiores a 20% de TREO. "Essas são interseções de terras raras de classe mundial, combinando ampla mineralização desde a superfície com teores excepcionalmente elevados", afirmou Alistair Stephens, CEO da Power Minerals. Segundo o executivo, a companhia está concentrada em estabelecer a escala e a continuidade da mineralização, ao mesmo tempo em que avança nos estudos metalúrgicos para avaliar a recuperação dos elementos de maior valor comercial.
Os resultados do Morro do Ferro surgem em um momento de crescente interesse internacional pela diversificação das cadeias de fornecimento de minerais críticos. As terras raras, especialmente neodímio, praseodímio, disprósio e térbio, são consideradas matérias-primas estratégicas para tecnologias de eletrificação, energia renovável e aplicações industriais avançadas. Nesse cenário, o Brasil reúne condições geológicas para ampliar sua participação no mercado internacional, tanto na produção mineral quanto no desenvolvimento de novas cadeias industriais. A Power Minerals mantém seu programa de sondagens no Morro do Ferro e aguarda resultados laboratoriais adicionais. As próximas etapas incluem o aprofundamento dos estudos geológicos e mineralógicos, a avaliação metalúrgica e o avanço dos trabalhos necessários à definição inicial de recursos minerais. Os resultados divulgados representam dados de exploração e ainda não constituem uma estimativa de recursos ou reservas minerais.
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