
Acordo com a Gera Center reduz em US$ 33 milhões os gastos com energia do orçamento de construção do Projeto Potássio Autazes, com prazo de 28 anos.
A Brazil Potash Corp. anunciou que a subsidiária brasileira integral, Potássio do Brasil Ltda., assinou um acordo definitivo com a Gera Center Amazônia Serviços e Locações de Máquinas e Equipamentos Ltda para a implementação, operação e manutenção de uma usina modular de energia para o Projeto Potássio Autazes. O acordo segue o memorando de entendimento não vinculante anunciado em maio de 2026 e prevê um prazo de 28 anos: cinco anos de fornecimento de energia durante a construção, seguidos de 23 anos como energia de backup após o início da operação da mina.
“A energia é uma das infraestruturas mais críticas para construir e operar uma mina na Amazônia, e este acordo representa um passo importante para garantir a infraestrutura de energia confiável necessária ao Projeto Potássio Autazes. Ao firmar parceria com a Gera Center sob uma estrutura Build-Own-Operate, preservamos o capital de construção da mina, ao mesmo tempo em que tomamos medidas para garantir que o Projeto Potássio Autazes tenha a energia confiável de que precisa, tanto para a construção quanto para toda a vida útil da operação. Este acordo também faz parte de nossa estratégia mais ampla de trabalhar com parceiros especializados em infraestrutura para reduzir as necessidades de capital inicial à medida que avançamos o Projeto rumo à construção”, disse Sérgio Leite, Presidente da Potássio do Brasil. Pelo acordo, a Gera Center fornecerá e instalará geradores a diesel para energizar a construção do projeto até que a conexão à rede seja concluída. Posteriormente, esse mesmo equipamento servirá como energia de backup para a mina assim que uma linha de transmissão planejada conectar o local à rede nacional (SIN).
Dentre os principais termos estão um acordo Build-Own-Operate (BOO), onde a Gera Center financia, constrói e será proprietária, além de operar a usina por 28 anos. O sistema inicialmente dará suporte à construção do Projeto e, posteriormente, operará em modo de reserva como energia de backup. O equipamento tem 45 geradores modulares a diesel em contêineres, que atingem capacidade máxima de 20 MW, o dobro da capacidade inicial . A capacidade será aumentada ao longo do primeiro ano, com a mobilização inicial a ser concluída em até 120 dias após a emissão da Ordem de Início (Order to Proceed); Durante o período de operação contínua de aproximadamente cinco anos, o acordo estabelece níveis contratuais de disponibilidade de pelo menos 98% ao mês e 98,5% ao ano. Após o período de operação contínua, o sistema de geração de energia passará para a operação de reserva, fornecendo energia de backup para o projeto por cerca de 23 anos.
O acordo remove aproximadamente US$ 33 milhões em gastos relacionados à energia do orçamento inicial de construção do Projeto (com parte da recuperação de custos da Gera Center ainda ocorrendo durante o período de construção de 5 anos) e deverá gerar aproximadamente US$ 10 milhões em economias líquidas ao longo da vigência do contrato, em comparação com estimativas de custo anteriores do Projeto. Este é um dos vários acordos que a Brazil Potash busca transferir o custo da construção de infraestrutura para parceiros externos que financiam, são proprietários e operam os equipamentos em vez da Companhia. O objetivo é reduzir o quanto a Brazil Potash precisa captar e gastar antes que a mina comece a produzir potássio, aumentando assim os retornos para os investidores de capital, ao mesmo tempo em que garante a energia confiável de que o Projeto precisa tanto para a construção quanto para a operação da mina no longo prazo.
VEJA TAMBÉM

Brazil Potash recebe apoios em diversas áreas para avançar em Autazes
Decisões judiciais favoráveis, sanção do Profert e contratação de engenharia FEED marcam avanço rumo à construção do projeto em Autazes, com previsão de início de operações em 2027.
10/09/2026
STJ emite decisão favorável à Brazil Potash
Decisão do ministro Edson Fachin rejeitou pedido da Defensoria Pública que buscava interromper as licenças do projeto no Amazonas.
21/08/2026
Comissão Europeia prepara parecer sobre venda de ativos da Anglo American para a MMG
A Comissão Europeia analisa a venda dos ativos de níquel brasileiro em investigação aprofundada, temendo que a aquisição pela mineradora chinesa desvie o ferro-níquel do mercado europeu e prejudique a produção de aço inoxidável sustentável no bloco.
14/09/2026



