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TERRAS RARAS

Viridis Mining entrega primeiros carbonatos ao CIT SENAI ITR

Por Redação Brasil Mineral
Viridis Mining entrega primeiros carbonatos ao CIT SENAI ITR

Carbonato Misto de Terras Raras (MREC) refinado do Projeto Colossus segue pela cadeia de suprimentos doméstica brasileira, passando por instituições de pesquisa para separação em óxidos, produção de ligas e fabricação de ímãs permanentes.

A Viridis Mining and Minerals Limited continua avançando em sua estratégia para apoiar o desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos doméstica integrada de terras raras no Brasil, ao entregar o primeiro lote de 5 kg de Carbonato Misto de Terras Raras (MREC) refinado — produzido a partir do minério do Projeto Colossus no Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) da empresa, em Poços de Caldas (MG) — ao Centro de Inovação e Tecnologia SENAI de Minas Gerais (CIT SENAI ITR).

A entrega é mais um marco importante na estratégia de três anos da Viridis para apoiar a industrialização do setor de terras raras no Brasil, consolidando o desenvolvimento do Projeto Colossus, a criação de capacidade avançada de processamento de terras raras no CPTR e a entrega anterior, pela Viridion Pty Ltd, de óxidos reciclados de Nd, Pr, Dy e Tb2 ao CIT SENAI ITR para apoiar o desenvolvimento nacional de ímãs permanentes.

É importante ressaltar que a Viridis vai além da produção de um concentrado mineral básico ao incorporar tecnologia de processamento avançado ao seu fluxograma para produzir um MREC refinado sofisticado e de maior valor a partir do minério do Colossus. Isso fornece uma matéria-prima intermediária (mid-stream) importante para etapas subsequentes de separação (downstream) e apoia o desenvolvimento progressivo de uma maior capacidade de processamento de terras raras no Brasil.

O MREC refinado do Colossus seguirá agora pela cadeia de suprimentos doméstica emergente do Brasil — que abrange desde a mina até o ímã —, indo inicialmente para o Centro de Tecnologia Mineral (CETEM), no Rio de Janeiro, para separação em óxidos de terras raras; em seguida, para o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT-USP), em São Paulo, para a produção de ligas de terras raras; e, por fim, retornando ao CIT SENAI ITR para a produção e testes de ímãs permanentes.

Juntamente com as atividades de reciclagem de terras raras da Viridion, a Viridis apoia o desenvolvimento de uma indústria brasileira de terras raras cada vez mais integrada e circular, que englobe desde a produção primária no Colossus, processamento avançado e refino, separação, fabricação de ligas e ímãs, até a recuperação de terras raras de ímãs permanentes em fim de vida útil. A entrega anterior da Viridion representou o primeiro fornecimento local ao CIT SENAI ITR de uma linha de óxidos de terras raras magnéticas recicladas.

O Colossus está posicionado para se tornar um projeto fundamental para a indústria emergente de terras raras do Brasil, fornecendo a escala e a matéria-prima de alto valor necessárias para sustentar a posição do país como um fornecedor confiável de longo prazo para parceiros estratégicos que buscam garantir um suprimento diversificado e, ao longo do tempo, promover o desenvolvimento do processamento a jusante (downstream) e de capacidades de manufatura avançada no país.

Essa estratégia está fortemente alinhada às iniciativas do governo brasileiro de capturar maior valor internamente a partir dos recursos minerais estratégicos do país. “Este é mais um passo importante no apoio contínuo da Viridis ao desenvolvimento de uma cadeia de suprimentos doméstica de terras raras no Brasil. Trabalhamos nesse sentido há três anos, desde o avanço do projeto Colossus e o estabelecimento de nossa capacidade de processamento no CPTR, até a entrega anterior de óxidos de terras raras reciclados por meio da Viridion. Agora, estamos introduzindo nessa mesma cadeia de suprimentos brasileira em ascensão um produto MREC refinado, obtido a partir do minério de Colossus”, disse Rafael Moreno, diretor-geral da Viridis.

Para o executivo, o Brasil tem uma oportunidade extraordinária no setor de terras raras e reconheceu que construir a tecnologia e a capacidade industrial necessárias para capturar uma parcela maior da cadeia de valor é um processo inerentemente complexo e de múltiplas etapas: “a Viridis está ajudando a acelerar esse processo por meio de investimentos contínuos, da introdução de tecnologia de processamento avançada e de parcerias com instituições brasileiras de referência. Temos satisfação em desempenhar um papel importante nessa industrialização, produzindo, a partir do projeto Colossus, um MREC refinado sofisticado e de maior valor, capaz de viabilizar, futuramente, a separação e a produção de ligas e ímãs em território nacional”.

Moreno conclui dizendo que Governos, fabricantes e clientes de terras raras estão tomando hoje decisões de longo prazo sobre a origem de seu suprimento futuro. “Acreditamos que Colossus pode ser um dos projetos estruturantes do Brasil, fornecendo a escala e a matéria-prima de alto valor necessárias para consolidar o país como um fornecedor confiável e de longo prazo para os mercados globais, ao mesmo tempo em que cria a plataforma para o desenvolvimento progressivo de etapas subsequentes da cadeia de valor dentro do país”.

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