VALE: A inovação como arma para a transformação tecnológica dos negócios

Em 2024, a empresa desenvolveu mais de 45 produtos apenas em IA, com retorno de investimentos de US$ 7 milhões, e conta com 15 hubs de inovação nas operações.
A inovação tem ocupado posição de destaque na estratégia da Vale e uma prova é que, somente em 2024, a empresa investiu nada menos que US$ 790 milhões em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação a fim de se preparar para os desafios futuros e a transformação tecnológica em seus negócios. “Apenas em Inteligência Artificial foram mais de 45 produtos desenvolvidos, com retorno dos investimentos de US$ 7 milhões em 2024”, informa a companhia.
A Vale conta atualmente com um contingente de mais de 800 profissionais dedicados às áreas de pesquisa, desenvolvimento e inovação e possui 15 hubs de inovação que são considerados fundamentais para a conexão prática nas operações e que alimentam a cultura de inovação. São eles: Hub Carajás; Hub Descaracterização de Barra gens; Hub Vargem Grande; Hub de Itabira; Hub de Projetos MFe; Hub Minas Paralisadas; Hub Serviços Técnicos; Hub do Porto Ponta Madeira; Hub da EFC; Hub Porto Tubarão; Hub EFVM; Hub Pelotização Tubarão; Hub de Navegação; Hub Portos Sul; e Hub do RH.
A empresa informa que mantém hoje um robusto portfólio de projetos ativos em pesquisa, desenvolvimento e inovação, que estão estruturados em 11 programas de PD&I estratégicos e organizados em torno de grandes verticais de transformação: Mineração Circular, Mineração do Futuro e Soluções para o Minério de Ferro.
No total, a Vale possui em seu portfólio mais de 365 projetos próprios, conduzidos em seis centros de pesquisa. Estes centros, que foram criados e são mantidos pela própria empresa, têm sob sua responsabilidade “desenvolver tecnologias e soluções sustentáveis para a mineração, mas também produzem pesquisas com foco na preservação da biodiversidade brasileira e nas mudanças climáticas”.
Além da atuação em seus próprios centros de pesquisa, a Vale mantém conexão com o ecossistema externo de inovação, tendo atuado com mais de 70 startups nos últimos cinco anos. Um exemplo nesse sentido é a Vale Ventures, uma iniciativa de corporate venture capital, criada em 2022, e que já comprometeu mais de US$ 100 milhões em capital para investimentos em startups de tecnologia pioneiras que tragam soluções sustentáveis para a mineração. “Nos últimos 15 anos, articulamos parcerias de PD&I com mais de 250 parceiros externos em universidades, institutos de pesquisa e órgãos de fomento”, informa a empresa.
Projetos de IA nas operações
As iniciativas de inovação já deram bons frutos para a empresa, pois desde 2017 já foram desenvolvidos mais de 45 produtos e implantados cerca de 1.500 modelos de Inteligência Artificial, em 70 projetos. “O uso de IA aumenta a produtividade e segurança e melhora a tomada de decisão em tempo real por meio da integração da cadeia de produção e logística, suportando também a jornada de descarbonização”, argumenta a Vale, mencionando como um dos projetos de maior impacto a utilização de IA na prevenção de fraturas nos trilhos da EFC (Estrada de Ferro Carajás), reduzindo substancialmente ocorrências que eram críticas para o funcionamento da operação. “A partir dos dados gerados pelas ferrovias, a empresa aplica uma solução que identifica se há uma ou mais fraturas em um determinado trecho, aumentando a segurança operacional”.
A empresa também menciona o projeto Sentinela, uma solução que usa IA para assegurar que sejam respeitados os limites de umidade do minério nos embarques em navios. A solução permite prever a umidade e o Limite de Umidade Transportável (TML) em cada porão dos navios antes do embarque acontecer, e com precisão de 97%. Com o uso da IA, é possível evitar a perda devido a paradas para esperar os resultados laboratoriais, com impacto direto na receita e eficiência da companhia.
Leia a matéria completa na edição 453 da Brasil Mineral
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