Segundo a Samarco, 336 mil pessoas foram indenizadas

08/11/2021

Na data em que completa seis anos do rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG), a Samarco afirma que segue o compromisso com as ações de reparação e compensação dos impactos decorrentes do acidente. A mineradora reafirma comprometimento com a reparação de danos e com o Termo de Transação e Ajustamento de Conduta (TTAC) firmado, em março de 2016, pela Samarco e seus acionistas, Vale e BHP, governo federal, governos de Minas Gerais e do Espírito Santo e outras entidades. 

Até o momento, a Samarco afirma que já indenizou mais de 336 mil pessoas, tendo sido destinados mais de R$ 15,57 bilhões para as ações executadas pela Fundação Renova, que conduz ainda ações de recuperação da flora e fauna, além dos processos de reassentamentos que contam com a participação direta dos atingidos e do poder público em todas as etapas e são acompanhados pelo Ministério Público de Minas Gerais. 

Com a retomada das atividades – de forma gradual e segura - , a Samarco pretende cumprir suas obrigações no campo social e ambiental, com o objetivo de fortalecer as relações com as comunidades de Minas Gerais e do Espírito Santo e com a sociedade em geral, com a geração de emprego, renda e pagamento de impostos. 

O rompimento da barragem do Fundão, no Complexo de Germano, em Mariana, teve 19 vítimas fatais. Na ocasião houve o lançamento de 32,6 milhões de metros cúbicos de rejeitos da estrutura e que chegaram à barragem de Santarém, que reteve grande parte desse volume. O restante do material atingiu Bento Rodrigues, distrito do município de Mariana, a oito quilômetros de distância de Fundão.

Os rejeitos alcançaram os rios Gualaxo do Norte, impactando a cidade de Barra Longa, e depois atingiram o rio Doce. Além disso, chegaram à Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, também conhecida como Candonga, onde parte dos rejeitos ficou contida no barramento e na área de reservatório.

Cerca de 10 milhões de metros cúbicos foram carreados além dos limites do reservatório de Candonga e se diluíram ao longo do rio Doce, até chegar ao distrito de Regência, no município de Linhares (ES). Ao todo, 39 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo foram afetados pelo rompimento.