Produção cai no 1º bimestre na AL
A Associação Latino-Americana de Aço (Alacero) divulgou balanço o qual mostra que América Latina e Caribe produziram 9,3 milhões toneladas de aço bruto no 1º bimestre de 2016, volume 12% inferior ao registrado no mesmo período do último ano. O Brasil tem participação de 53% na produção regional (4,9 milhões de toneladas), o que representa um recuo de 14% na comparação anual. Já a produção de laminados na região somou 8,1 milhões de toneladas no bimestre, queda de 9% quando comparado ao mesmo período de 2015. O Brasil foi o principal produtor de laminados no 1º bimestre, com volume de 3,3 milhões de toneladas e participação de 41%, seguido pelo México, com 3 milhões de toneladas de laminados e participação de 37%.
O consumo aparente de aço laminado na América Latina e Caribe atingiu 10,3 milhões de toneladas, 16% inferior na comparação com o mesmo bimestre do ano passado. Os maiores aumentos no consumo, em termos absolutos e percentuais, foram registrados em Honduras (75 mil toneladas adicionais, crescendo 217%), Guatemala (24 mil toneladas adicionais, crescendo 16%), México (15 mil toneladas adicionais, crescendo 0,4%) e Chile (2 mil toneladas adicionais, um aumento de 1%). Em contrapartida, a retração no consumo foi verificada no Brasil, com 1,4 milhão de toneladas, 34% menor. Enquanto Argentina, Peru e Colômbia registraram quedas de 8%, 8% e 7%. Do total latino-americano, 53% correspondem a produtos planos (5,4 milhões de toneladas), 46% a produtos longos (4,7 milhões de toneladas) e 1% a tubos sem costura (151 mil toneladas).
No 1º bimestre as importações de laminados na região alcançaram 3,6 milhões de toneladas, recuo de 22% ante o mesmo bimestre de 2015. Deste total, 65% correspondem a produtos planos (2,3 milhões de toneladas), 32% a produtos longos (1,2 milhões de toneladas) e 3% a tubos sem costura (11 mil toneladas).
Atualmente, as importações de laminados representam 35% do consumo da região, o que traz um desestímulo para a indústria local, problemas comerciais e põe em risco fontes de trabalho. Já as exportações atingiram 1,4 milhão de toneladas, 15% a mais sobre janeiro/fevereiro de 2015. Desse total, 56% correspondem a produtos planos (785 mil toneladas), 37% a produtos
longos (516 mil toneladas) e 8% a tubos sem costura
(109 mil toneladas). Com isto, a região fechou o bimestre com déficit de 2,2 milhões de toneladas de aço laminado, 35% abaixo do 1º bimestre de 2015. Entre janeiro e fevereiro de 2016, Brasil foi o único país que manteve um excedente em seu comércio de aço laminado, de 601 mil toneladas. O maior déficit foi registrado no México (-918 mil toneladas). Na sequência estão Colômbia (-410 mil toneladas), Peru (-301 mil toneladas) e Chile (-270 mil toneladas).
Informações preliminares de março indicam produção de aço bruto de 4,8 milhões de toneladas, incremento de 3% em relação a fevereiro e 11% menos na comparação com março de 2015. A produção de laminados fechou em 4,3 milhões de toneladas, 7% mais do que em fevereiro e 9% menos que em março 2015.
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