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AÇO

Produção cai na AL no 1º trimestre

Segundo números da Associação Latino-Americana de Aço (Alacero), a região da América Latina e Caribe produziu 13,9 milhões t de aço bruto no 1º trimestre de 2016, volume 13% inferior ao obtido no mesmo período do último ano. O Brasil participou com 53% da produção regional (7,4 milhões de toneladas), mostrando uma contração de 12% na comparação anual. No mesmo período, a região produziu 12,4 milhões de toneladas de aço laminado, queda de 10% quando comparada à produção do trimestre inicial de 2015. O Brasil foi o principal produtor (5,1 milhões de toneladas),

41% do total latino-americano, seguido pelo México (4,6 milhões de toneladas), com 37% de participação.

O consumo de aço laminado na região atingiu 15,4 milhões de toneladas no trimestre, um recuo de 17% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Os principais crescimentos de consumo nos três primeiros meses do ano aconteceram, em termos absolutos e percentuais, no Chile (24 mil toneladas adicionais, crescendo 3%), Guatemala (8 mil toneladas adicionais, crescendo 3%) e México (2 mil toneladas adicionais e mesmo nível que o mesmo trimestre de 2015). Por outro lado, o consumo de aço laminado no Brasil caiu 2,0 milhões de toneladas, ou -32% em relação a janeiro-março 2015, enquanto Peru, Argentina e Colômbia registraram quedas de 8%, 6% e 1%, respectivamente. Do total latino-americano, 50% correspondem a produtos planos (6,2 milhões de toneladas), 48% a produtos longos (5,9 milhões de toneladas) e 2% a tubos sem costura (219 mil toneladas).

A América Latina importou 5,3 milhões de toneladas de aço laminado entre janeiro e março, 22% menos que no mesmo trimestre de 2015 (6,8 milhões de toneladas). Deste total, 65% correspondem a produtos planos (3,4 milhões de toneladas), 33% a produtos longos (1,7 milhões de toneladas) e 2% a tubos sem costura (106 mil toneladas). Atualmente, as importações de laminados representam 34% do consumo da região. As exportações latino-americanas de aço laminado atingiram 2,2 milhões de toneladas, aumento de 11% sobre janeiro a março de 2015 (2 milhões de toneladas). Deste total, 55% correspondem a produtos planos (1,2 milhão de toneladas), 37% a produtos longos (827 mil toneladas) e 7% a tubos sem costura (163 mil toneladas). A balança comercial apresentou déficit de 3,1 milhões de toneladas de aço laminado no trimestre, 36% a menos que no mesmo período do último ano. Nesse período, o Brasil foi o único país que manteve um excedente em seu comércio de aço laminado, 971 mil toneladas. O maior déficit foi registrado no México (-1,5 milhão de toneladas), seguido pela Colômbia (-670 mil toneladas) e Peru (-436 mil toneladas).

O volume acumulado nos quatro primeiros meses do ano atingiu 18,2 milhões de toneladas, 14% menos do que no primeiro quadrimestre de 2015. A produção de laminados fechou em 4,0 milhões de toneladas, 6% menos que em março 2016 e 12% menos que em abril 2015. O volume acumulado até abril atingiu 16,4 milhões de toneladas, 10% abaixo que no mesmo período do último ano.

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