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PARÁ

MRN prevê R$ 5 bilhões no projeto Novas Minas

Por Redação Brasil Mineral•
MRN prevê R$ 5 bilhões no projeto Novas Minas

Investimento de cinco anos criará 2,3 mil novos postos de trabalho e deve estender as operações até 2041, além de conectar ao Sistema Interligado Nacional por linha de transmissão.

A Mineração Rio do Norte (MRN) iniciou a implantação do Projeto Novas Minas (PNM), que prevê R$ 5 bilhões em investimentos em cinco anos e deve assegurar a continuidade de suas operações no Oeste do Pará até 2041. Paralelamente, a mineradora avança na construção de uma linha de transmissão que ligará sua operação ao Sistema Interligado Nacional. No primeiro semestre de 2026, a MRN investiu R$ 36,9 milhões em iniciativas junto a comunidades e na área ambiental. Os projetos e resultados são os destaques da 4ª edição do “Por Dentro da MRN”, publicação semestral que apresenta o desempenho econômico, social e ambiental da empresa.

O PNM obteve a Licença de Instalação em abril e entrou na fase de implantação com a previsão de gerar 2,3 mil novos postos de trabalho nas obras. O empreendimento amplia as oportunidades para profissionais e fornecedores da região no desenvolvimento de novas áreas de mineração em Oriximiná, Terra Santa e Faro. “O Projeto Novas Minas conecta produção, emprego, desenvolvimento regional e competitividade industrial. Os benefícios começam no território, mas seus efeitos alcançam toda a cadeia do alumínio e diferentes setores da economia do país”, afirma o CEO da MRN, Guido Germani. A empresa ofereceu 1,2 mil vagas gratuitas em 14 cursos profissionalizantes em áreas como construção civil, operação de máquinas, soldagem e manutenção para capacitação dos profissionais da região. “A geração de oportunidades passa pela qualificação das pessoas e pelo fortalecimento da capacidade local de atender às demandas que virão”, diz a gerente-geral de RH, Magda Damasceno. As primeiras turmas do Programa de Gestão de Mão de Obra (PGMO) iniciaram a qualificação na primeira quinzena de julho, que, conforme a duração de cada curso, poderá se estender até julho de 2027.

O segundo projeto estratégico é a linha de transmissão de 230 kV que ligará a operação da MRN ao Sistema Interligado Nacional. A obra alcançou 63% de avanço físico em agosto e concluiu as cinco torres da travessia do rio Trombetas, considerada uma das etapas mais complexas do empreendimento. Com 98 km de extensão e 232 torres, a estrutura tem operação prevista para o primeiro trimestre de 2027. A mudança na matriz energética deverá reduzir em 90% as emissões de gases de efeito estufa associadas à geração de energia. “Superamos desafios técnicos, ambientais e ocupacionais com total atendimento às condicionantes do projeto. Esse resultado reforça nossa confiança para as próximas etapas da implantação”, afirma Yanto Araújo, gerente-geral de Projetos da MRN. As obras da linha de transmissão geraram 1,1 mil empregos, dos quais 67% foram ocupados por trabalhadores do Pará. O projeto também mantém diálogo com 19 comunidades de sua área de influência direta e desenvolve ações voltadas à prevenção de riscos associados a grandes empreendimentos.

A mineradora produziu 5,5 milhões de toneladas de bauxita e realizou R$ 470,2 milhões em investimentos no primeiro semestre de 2026, enquanto as compras de materiais e serviços no Pará somaram R$ 448,3 milhões. O recolhimento de impostos, taxas e contribuições superou R$ 200,1 milhões e a MRN manteve 7.711 trabalhadores no período. Entre os empregados próprios, 85,61% são do Pará. Para ampliar a participação de empresas locais em sua cadeia, a MRN promoveu encontros com associações comerciais e empresários de Santarém, Óbidos, Oriximiná, Faro e Terra Santa.

No primeiro semestre, a MRN investiu R$ 12,9 milhões em projetos e ações socioambientais voltados às comunidades, com iniciativas nas áreas de educação, saúde, segurança, geração de renda e fortalecimento comunitário. Outros R$ 24 milhões foram destinados a programas ambientais, com destaque para o reflorestamento de 207,6 hectares e o plantio de mais de 280 mil mudas de espécies nativas. As comunidades de Boa Nova e Saracá forneceram 1,9 tonelada de sementes ao Viveiro Florestal da MRN, em iniciativa que alia recuperação ambiental, valorização dos conhecimentos tradicionais e geração de renda.

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