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SUSTENTABILIDADE

MRN investiu R$ 51 milhões em projetos socioambientais em 2025

Por Redação Brasil Mineral•
MRN investiu R$ 51 milhões em projetos socioambientais em 2025

Produção de 12,8 milhões de toneladas foi acompanhada por avanços na transição energética e redução de 25% na pegada de carbono até 2027.

A Mineração Rio do Norte (MRN) divulgou recentemente o Relatório de Sustentabilidade referente ao ano de 2025, quando foram produzidas 12,8 milhões de toneladas de bauxita, investidos R$ 51 milhões em projetos socioambientais e contratados R$ 701,2 milhões em materiais e serviços de fornecedores no Oeste do Pará. A companhia também avançou na Linha de Transmissão que reduzirá em até 90% as emissões associadas à sua geração de energia elétrica, o que representa diminuição de 25% na pegada total de carbono da MRN. No último ano, a MRN gerou ainda mais de 7,5 mil postos de trabalho e prepara a transição para um novo ciclo de longo prazo da empresa. O Relatório de Sustentabilidade segue as normas internacionais da Global Reporting Initiative (GRI) e pode ser acessado pelo link https://www.mrn.com.br/images/relatorioadm/Relatorio_Sustentabilidade_MRN_2025.pdf. "Crescer de forma sustentável significa olhar para além dos resultados econômicos. Significa construir relações de confiança, atuar com transparência e contribuir para o desenvolvimento da Amazônia e das pessoas que vivem neste território. O avanço de projetos estruturantes como o Novas Minas e a Linha de Transmissão só foi viável porque priorizamos a escuta e o respeito às comunidades locais", afirmou o CEO da MRN, Guido Germani.

Na área ambiental, a MRN avançou com as obras do Projeto Linha de Transmissão (PLT 230 kV), que encerrou o ano com 25% de execução física e a obtenção da Autorização de Supressão de Vegetação pelo IBAMA. O empreendimento vai conectar as operações ao Sistema Interligado Nacional (SIN) por meio de linha de 98 km a partir de Oriximiná e viabilizar a substituição da matriz térmica a óleo combustível por energia limpa. A transição energética prevê a redução de 25% na pegada de carbono total da empresa até 2027. O rigor nesse monitoramento assegurou novamente à MRN a certificação Selo Ouro no Registro Público de Emissões do Programa Brasileiro GHG Protocol. A gestão de estruturas de armazenamento de rejeitos alcançou novo patamar de segurança com a adoção, em 2025, dos 77 requisitos do Global Industry Standard on Tailings Management (GISTM). A empresa acelerou o método de disposição de rejeitos a seco, no qual o material desidratado, composto por solo e água, é reaproveitado para o preenchimento das cavas mineradas. A MRN removeu e destinou 2,2 milhões de m³ de rejeitos secos, o que evitou a abertura de novas áreas e assegurou a preservação de 118 hectares de floresta nativa, com índice de recirculação de 84% da água utilizada na usina de beneficiamento de bauxita. "Em 2025, atingimos patamares determinantes na gestão ambiental e de riscos. A implementação dos requisitos do padrão internacional GISTM e o avanço da disposição de rejeitos a seco mostram que a engenharia de ponta é a maior aliada da conservação da floresta. Aliado a isso, a Linha de Transmissão nos coloca em trajetória consistente de descarbonização, reduzindo as emissões associadas à geração de energia elétrica e diminuindo nossa pegada de carbono global", comentou Vladimir Senra Moreira, diretor de Sustentabilidade da MRN. Em 2025, a MRN conseguiu ainda recuperar mais de 8.052 hectares de floresta nativa na Amazônia, dos quais 351 hectares foram restaurados, com o plantio de 455.588 mudas de 100 espécies nativas e a produção de 527.745 mudas no viveiro da MRN. Esse ecossistema inclui a recuperação do Lago Batata, desde 1989, com monitoramento técnico-científico realizado em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e parâmetros de qualidade da água restabelecidos.

Em âmbito social, a MRN investiu em programas voluntários e de condicionantes ambientais que ultrapassaram R$ 51 milhões em 2025, somados ao aporte de R$ 15 milhões à Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Alto Trombetas II (ACRQAT) a título de participação nos resultados da lavra no Platô Monte Branco. A atuação em saúde comunitária foi outro destaque: o Hospital de Porto Trombetas (HPTR), acreditado com a certificação de excelência ONA Nível 2, realizou mais de 41 mil atendimentos e procedimentos médicos gratuitos para populações ribeirinhas e quilombolas de Oriximiná, Terra Santa e Faro. Internamente, a empresa fortaleceu conexão regional ao compor sua força de trabalho com 85% de profissionais paraenses, elevando a representatividade de comunidades ribeirinhas e quilombolas para 8,5% e a presença feminina para 13% do quadro geral e 16,7% nos cargos de liderança, por meio das ações afirmativas do programa MRN pra Todos.

Os avanços contribuíram para o licenciamento do Projeto Novas Minas (PNM), que garantirá a continuidade da operação da MRN até 2044, mantendo produção média anual de 12,5 milhões de toneladas de bauxita certificada pelos critérios da Aluminium Stewardship Initiative (ASI Chain of Custody). O processo de governança e diálogo institucional envolveu a realização de 46 reuniões de engajamento com 43 comunidades ao longo de 2025 e no cumprimento das diretrizes da Consulta Livre, Prévia e Informada junto aos territórios quilombolas de Alto Trombetas 2 e Boa Vista, etapa que culminou na obtenção da Licença de Instalação (LI) do projeto em abril de 2026.

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