Mercado favorável incentiva investimentos

Apesar da oscilação nos preços no mercado internacional, motivada pela menor demanda chinesa, os produtores de minério de ferro tiveram um ano exuberante em termos de rentabilidade.
Francisco Alves
Apesar da oscilação nos preços no mercado internacional, motivada pela menor demanda chinesa, em razão da redução na produção siderúrgica, para atender à política de redução das emissões de carbono por parte do país asiático, os produtores de minério de ferro tiveram um ano exuberante em termos de rentabilidade.
É que mesmo com a oscilação, o preço da commodity chegou a registrar o recorde de US$ 237/tonelada em maio de 2021, embora tenha caído para US$ 85/tonelada, em novembro, puxando a média para baixo.
E quando quase todos acreditavam que o ciclo de altos preços do minério de ferro havia se encerrado, a commodity voltou a se valorizar em cerca de 50%, fechando o ano em torno de US$ 110/tonelada. Na média, o preço ficou em US$ 158/tonelada, bem acima das previsões de analistas.
Como resultado, os produtores de minério de ferro puderam festejar 2021 como um dos anos mais rentáveis em sua história. De maneira geral, os resultados trimestrais dos nove primeiros meses do ano exibiram margens de lucro bastante elevadas.
A Vale, por exemplo, lucrou US$ 17,018 bilhões de janeiro a setembro de 2021, um aumento de 311% em relação a igual período de 2020. A CSN Mineração, por sua vez, registrou um Ebitda recorde de R$ 12,695 bilhões, 54% maior do que o de 2020.
Leia o artigo completo na edição 416 de Brasil Mineral
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