Maior produção de minério de ferro e mais dividendos no trimestre

31/07/2026
O Conselho de Administração aprovou o pagamento de US$ 1,701 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio, com previsão para setembro,

 

A Vale encerrou o segundo trimestre de 2026 com resultados que combinam recordes operacionais, avanço em projetos estratégicos e remuneração reforçada aos acionistas. O EBITDA Proforma atingiu US$ 4,1 bilhões, alta de 19% na comparação anual, sustentado por volumes maiores de vendas e preços realizados mais elevados em todos os segmentos — minério de ferro, cobre e níquel. 

No campo operacional, os destaques foram expressivos. As vendas de minério de ferro cresceram 3% (mais 2 Mt) em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto o cobre avançou 10% (mais 9 kt) e o níquel subiu 7% (mais 3 kt). O preço realizado do cobre saltou 57% na comparação anual, chegando a US$ 14.062 por tonelada, e o do níquel subiu 14%, para US$ 18.061 por tonelada. O minério de ferro, por sua vez, alcançou US$ 95,0 por tonelada, alta de 12% no mesmo período. O Fluxo de Caixa Livre Recorrente somou US$ 1,505 bilhão, US$ 497 milhões acima do registrado no 2T25. 

A pressão de custos foi um ponto de atenção no trimestre. O custo caixa C1 do minério de ferro subiu 9% na comparação anual, para US$ 24,1 por tonelada, reflexo da apreciação do real brasileiro e do aumento nos preços do combustível bunker. Os custos all-in avançaram 18% no período. Diante desse cenário, a Vale revisou seus guidances: o custo caixa C1 foi ajustado para a faixa de US$ 22,5 a US$ 23,5 por tonelada, e o all-in, para US$ 58 a US$ 62 por tonelada. Nos metais básicos, contudo, a competitividade melhorou: os custos all-in do cobre recuaram para US$ -257 por tonelada, e os do níquel caíram 17% na comparação anual, para US$ 10.340 por tonelada, beneficiados pelas receitas de subprodutos. 

No front estratégico e financeiro, a companhia anunciou o início de operação do projeto Serra Sul +20, que ampliará a capacidade da mina S11D, e destacou o avanço do projeto de cobre Bacaba, descrito como à frente do cronograma e parte do caminho para dobrar a produção de cobre até 2035. A dívida líquida expandida recuou US$ 1,1 bilhão no trimestre, para US$ 16,7 bilhões. O Conselho de Administração aprovou o pagamento de US$ 1,701 bilhão em dividendos e juros sobre capital próprio, com previsão para setembro, além de um novo programa de recompra de até 100 milhões de ações. 

"Entregamos resultados sólidos na comparação anual em todos os negócios, com o minério de ferro atingindo sua maior produção para um segundo trimestre desde 2018 e o cobre seu melhor segundo trimestre em nove anos", afirmou Gustavo Pimenta, CEO da Vale. "Estou muito confiante no futuro da Vale, à medida que seguimos operando nossos ativos de forma consistente, investindo em projetos de alto retorno e remunerando nossos acionistas." 

 

Novas funções no Conselho de Administração  

 

O Conselho de Administração da Vale promoveu as seguintes atualizações na composição do colegiado, com efeitos a partir de 1º de agosto de 2026 e até o término do mandato em curso, nos termos do Art. 11, Parágrafos 6º e 8º do Estatuto Social da mineradora. O conselheiro independente Reinaldo Duarte Castanheira Filho foi eleito pelo colegiado para exercer o cargo de Vice-Presidente do Conselho de Administração.  

O outro conselheiro independente Wilfred Theodoor Bruijn foi indicado pelos membros independentes do colegiado para exercer a função de Lead Independent Director. O objetivo, segundo o Conselho, é reforçar seu compromisso com os mais elevados padrões de governança corporativa, transparência e geração de valor sustentável para seus acionistas e demais partes interessadas.