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VOTORANTIM CIMENTOS

Lucro de R$ 227 milhões no trimestre

A Votorantim Cimentos registrou lucro líquido de R$ 227 milhões no primeiro trimestre de 2021, revertendo prejuízo de R$ 380 milhões obtidos no mesmo período do ano passado.  A receita líquida global da companhia atingiu R$ 4 bilhões no primeiro trimestre do ano, aumento de 46% em relação a igual período de 2020, impulsionado pelo aumento do volume de vendas em todas as regiões em que opera, além da combinação do impacto positivo da desvalorização do real frente ao câmbio das operações internacionais. 

As vendas globais de cimento somaram 7,6 milhões de toneladas no trimestre, incremento de 20% em relação às 6,3 milhões de toneladas comercializadas no mesmo período de 2020. “Os resultados dos primeiros três meses de 2021 refletem nossa resiliência e trabalho em equipe para superar as adversidades diante da COVID-19. A pandemia ainda traz muita volatilidade e incerteza, e a vida das pessoas continua sendo prioridade na nossa condução dos negócios. O primeiro trimestre refletiu o posicionamento diferenciado e o potencial de alavancagem operacional da companhia, que segue focada em manter a guarda alta”, afirma o CEO Global da Votorantim Cimentos, Marcelo Castelli.

O Ebitda ajustado totalizou R$ 971 milhões nos três primeiros meses de 2021, 318% a mais em relação aos três meses iniciais do ano passado, e a margem EBITDA ficou em 24%, aumento de 16 pontos percentuais sobre o mesmo período de 2020. O resultado é fruto do volume de vendas positivo e do efeito cambial favorável da valorização do dólar frente ao real. A alavancagem, medida pelo índice dívida líquida/EBITDA ajustado, manteve-se estável em 1,98x, dentro da política financeira da companhia. “Seguimos com a nossa tradicional disciplina financeira e trabalhamos ativamente na gestão de endividamento. Como consequência, asseguramos liquidez, um caixa robusto e mantivemos a alavancagem da companhia sob controle no trimestre. Com um resultado operacional mais forte e melhores métricas de crédito, retomamos o pagamento de dividendos aos acionistas e mantivemos nosso grau de investimento por duas agências de classificação de risco, sendo que a Fitch Rating recentemente elevou nossa perspectiva para estável”, diz o CFO Global da Votorantim Cimentos, Osvaldo Ayres Filho.

No Brasil, a receita líquida da Votorantim Cimentos foi de R$ 2,2 bilhões no primeiro trimestre, um aumento de 47% em relação ao primeiro trimestre de 2020. Já o EBITDA ajustado foi de R$ 594 milhões, crescimento de 433% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado. Os resultados positivos devem-se principalmente ao crescimento do volume de vendas e preços, bem como a contínua dinâmica positiva de mercado em todas as regiões do País. O mercado brasileiro de cimento encerrou o primeiro trimestre de 2021 com um total de 15,3 milhões de toneladas comercializadas, 19% superior em relação ao ano anterior, de acordo com o Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (SNIC). Os principais impulsionadores para este desempenho foram as condições climáticas favoráveis, a manutenção da construção civil como atividade essencial e o contínuo avanço da autoconstrução e do setor imobiliário. A projeção do SNIC é de um crescimento para o setor cimenteiro entre 1% e 2% em 2021. 

Na América do Norte, a receita líquida da companhia atingiu R$ 815 milhões no primeiro trimestre de 2021, um aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano anterior, explicado principalmente pelo maior volume de vendas devido a condições climáticas favoráveis, que recorrentemente afetam as operações e os resultados no Hemisfério Norte, além do impacto positivo da conversão cambial. O EBITDA ajustado atingiu R$ 42 milhões no primeiro trimestre de 2021, contra um resultado negativo de R$ 5 milhões no mesmo período de 2020. Na Europa, África e Ásia, a receita líquida da Votorantim Cimentos atingiu R$ 814 milhões, crescimento de 72%. O EBITDA ajustado teve aumento de 162%, totalizando R$ 249 milhões no trimestre.  Os resultados positivos são explicados pela maior demanda em todos os países em relação ao mesmo período do ano passado, quando a região foi impactada pelas restrições da Covid-19, dinâmica positiva de preços e também pela desvalorização do real, além de um efeito positivo de item não recorrente relacionado à venda de terreno na Turquia.

Na América Latina, a receita líquida da companhia no primeiro trimestre foi de R$ 170 milhões, aumento de 24% em relação ao 1T20, e o EBITDA ajustado foi de R$ 86 milhões, crescimento de 185% em relação ao primeiro trimestre de 2020. O resultado deve-se ao bom volume de vendas e à dinâmica de preços, especialmente no Uruguai, além da gestão de custos e o efeito positivo da depreciação cambial. Os resultados também foram impactados pelas restrições da Covid-19 na Bolívia no mesmo período do ano passado.

Debêntures ESG 

A Votorantim Cimentos fez sua primeira emissão de debêntures ESG em março no mercado de capitais brasileiro, com metas atreladas a indicadores de sustentabilidade. A linha de R$ 450 milhões tem prazo de cinco anos, com vencimento em fevereiro de 2026. Os recursos captados foram utilizados para o pagamento antecipado de dívidas com vencimento em 2023. A taxa de juros da operação foi CDI + 1,45% ao ano. Os indicadores de performance (KPIs) que serão medidos são a emissão de CO2 por tonelada de cimento e o índice de substituição térmica, dois importantes parâmetros de sustentabilidade para a indústria de cimento e alinhados aos Compromissos em Sustentabilidade para 2030 estabelecidos pela companhia em novembro de 2020. Com o cumprimento das metas estabelecidas a cada dois anos, a Votorantim Cimentos terá benefícios nas condições de pré-pagamento da dívida.

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