ARCELORMITTAL

Investimento de mais R$ 1,3 bilhão para o Brasil

Investimento de mais R$ 1,3 bilhão para o Brasil

Expansão em Barra Mansa será concretizada em três anos, com criação de cerca de 350 novos empregos diretos e indiretos, além de dobro na capacidade da aciaria.

A ArcelorMittal anunciou um investimento de R$ 1,3 bilhão para a unidade de Barra mansa (RJ), a ser concretizado nos próximos três anos, para expansão da produção na aciaria e laminação. O montante permitirá a modernização da planta industrial e a ampliação do portfólio de produtos e soluções voltados aos mercados automotivo, energia e de construção civil. A produção será voltada prioritariamente para o mercado interno. “O investimento acompanha o crescimento de mercado e amplia ainda mais o nosso portfólio. Nossa meta é oferecer um leque cada vez maior de produtos de alta qualidade. O fato de sermos líderes não nos acomoda. Ao contrário: nos faz estar sempre em busca da antecipação das necessidades dos nossos clientes”, afirma Jefferson De Paula, presidente da ArcelorMittal Brasil e CEO ArcelorMittal Aços Longos LATAM e Mineração Brasil.

O projeto visa ampliar o atual laminador, instalar um novo e realizar melhorias na aciaria para ampliação do portfólio de produtos de alta qualidade. Na nova linha, a capacidade de laminação irá crescer aproximadamente 500 mil toneladas/ano, enquanto a aciaria terá a capacidade dobrada. No pico da obra, cerca de 1,2 mil trabalhadores vão ser contratados. Para esta nova fase de investimentos, a expectativa é que sejam gerados cerca de 200 novos empregos diretos e 150 indiretos.

Os aportes anunciados se somam aos outros R$ 4,3 bilhões divulgados em novembro do ano passado. Na ocasião, a empresa comunicou a aplicação de recursos na usina de Monlevade e na mina de Serra Azul, em Minas Gerais, para aumento da capacidade de produção. A planta industrial de Monlevade quase dobrará a capacidade produtiva, passando do atual 1,2 milhão de toneladas/ano de aço bruto para 2,2 milhões de toneladas/ano em 2024. Já a mina de Serra Azul terá sua produção praticamente triplicada, do atual 1,6 milhão de toneladas/ano para 4,5 milhões de toneladas/ano de minério de ferro. Outro projeto da companhia é a retomada das obras de expansão na ArcelorMittal Vega, em São Francisco do Sul (SC). Está prevista uma terceira linha de galvanização e uma nova linha de recozimento contínuo, o Cold Mill Complex (CMC), que permitirá o beneficiamento combinado de aços laminados a frio e revestidos. O investimento na expansão é de aproximadamente R$ 1,95 bilhão. Somados, os investimentos nos segmentos de aços longos, aços planos e mineração em andamento no Brasil chegam a R$ 7,6 bilhões concentrados nos próximos três anos.

Receita atinge US$ 17 bi em 2021

A ArcelorMittal embarcou 62,9 milhões de toneladas métricas em 2021, 9,2% a mais sobre as 56,7Mt do ano anterior. O resultado foi impulsionado pela ampla recuperação da demanda após os impactos da COVID19 em 2020.

A receita operacional líquida atingiu US$ 17 bilhões no último ano e foi impulsionada principalmente pelos efeitos positivos dos preços maiores do aço e do minério de ferro. O lucro líquido da ArcelorMittal foi de US$ 14.956 milhões, ou US$ 13,53 de lucro básico por ação ordinária, em comparação com o prejuízo de US$ 733 milhões em 2020, ou prejuízo básico de US$ 0,64 por ação ordinária.

O Ebitda foi de US$ 19,404 bilhões em 2021, valor muito superior aos US$ 4,3 bilhões um ano antes. “2021 foi um ano forte em que aceleramos o progresso em muitas frentes. A recuperação econômica global, apesar da COVID-19, apoiou a demanda em todos os mercados, oferecendo níveis muito altos de lucratividade, o que fortaleceu ainda mais nosso balanço e possibilitou a entrega de retornos consistentes para acionistas, bem como investimentos direcionados em nosso negócio”, disse Aditya Mittal, CEO da ArcelorMittal.

O executivo disse que não está satisfeito em relação à segurança. “Queremos fazer melhor e a todos os nossos esforços poderemos alcançar um resultado melhor”. Outro ponto é intensificar os compromissos de descarbonização, reconhecendo que o aço pode e deve contribuir significativamente para a empresa alcançar o zero líquido. A ArcelorMIttal pretende reduzir a intensidade de CO2e em 25% até 2030 e continuar a investir em várias rotas de tecnologia em busca de um futuro mais limpo.

A companhia lançou a visão XCarb que inclui um fundo de investimento nas tecnologias de energia limpa que apoiam esta transformação. “Trabalhando em colaboração com as partes interessadas, conseguimos acelerar o progresso em várias de nossas fábricas na Europa e também no Canadá. Nosso objetivo é demonstrar que é possível ter a primeira usina siderúrgica com emissões quase zero do mundo”.

Para 2022, a ArcelorMittal tem como meta aproveitar o progresso já alcançado para a sustentabilidade e o sucesso de longo prazo. “A força do nosso balanço nos permite investir nas oportunidades de crescimento orgânico mais atraentes e continuar nossa transição para siderurgia livre de emissões. Vemos evidências crescentes de compreensão e apoio das partes interessadas para a transição para fabricação de aço zero carbono. Esperamos continuar aproveitando esse progresso alcançado em 2022”, concluiu Mittal.

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