GreenYellow implantará usina fotovoltaica para a MISA no Ceará

16/07/2026
O investimento será de cerca de R$ 8 milhões no projeto, que garantirá maior previsibilidade de consumo e maior autonomia energética para a mineradora.

 

A produtora de Óxido de Cálcio MISA Minerais fechou contrato com a GreenYellow, multinacional francesa especializada em descarbonização e eficiência energética, para a implantação de uma usina fotovoltaica em solo no modelo grid zero, no qual toda a energia gerada é consumida no próprio local, sem injeção na rede elétrica. O investimento será de cerca de R$ 8 milhões no projeto, que garantirá maior previsibilidade de consumo e maior autonomia energética para a mineradora. “O sistema reforça nosso compromisso em acelerar a transição energética dos nossos clientes, promovendo maior eficiência operacional e competitividade”, afirma Marcelo Xavier, CEO da GreenYellow Brasil.

O sistema fotovoltaico em solo, com instalação de painéis diretamente no terreno, será implementado na unidade da MISA Minerais, no Ceará. O projeto contará com 2.499 kWp de potência instalada em módulos solares e 1.650 kWac de potência após os inversores. Além disso, o empreendimento deve proporcionar ganhos ambientais, como a redução estimada de 156 toneladas de CO por ano, o que corresponde ao plantio de 779 árvores e ao consumo anual de 2.081 residências, considerando um padrão médio de consumo residencial como referência. “A implementação da usina fotovoltaica representa um passo importante na estratégia da MISA Minerais de ampliar sua eficiência operacional e avançar em suas metas de sustentabilidade. Além de reduzir a pegada ambiental da operação, o projeto proporciona maior previsibilidade dos custos de energia, contribuindo para uma gestão mais eficiente e competitiva”, afirma Jaime Luiz de Oliveira e Vieira, Gerente Geral da MISA Minerais.

Fundada em 1960, a MISA Minerais produz soluções minerais de alta performance, incluindo carbonatos de cálcio e aditivos para aplicações plásticas. A companhia atende diversos segmentos industriais, como alimentação animal, plásticos e construção civil, fornecendo matérias-primas de alta qualidade para o mercado nacional. A adoção da geração solar própria faz parte da estratégia da empresa para otimizar seus custos energéticos. No modelo grid zero, toda a energia produzida pela usina é consumida instantaneamente pela operação, reduzindo o volume de energia comprado da distribuidora durante os períodos de geração solar. “Essa solução permite aproveitar uma fonte renovável gerada no próprio local para reduzir parte do consumo proveniente da rede elétrica, trazendo maior previsibilidade orçamentária e contribuindo para a competitividade da operação”, explica Ronaldo Alexandre Silva, Head Comercial de Varejo Alimentar da GreenYellow.

No fim de abril, a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou reajustes para oito distribuidoras, refletindo o aumento dos custos de compra e transmissão de energia, além dos encargos setoriais. Posteriormente, outras 11 distribuidoras anunciaram revisões tarifárias para 2026. No Ceará, os consumidores de alta tensão foram particularmente impactados, com reajustes próximos de 40%. “Esse movimento evidencia uma tendência de aumento recorrente dos custos de energia para a indústria. Diante desse cenário, a geração solar se torna uma alternativa estratégica para reduzir a exposição aos reajustes tarifários e aumentar a previsibilidade dos gastos com energia ao longo do tempo”, afirma Silva. O projeto foi contratado por meio do modelo Energy as a Service (EaaS) da GreenYellow, que dispensa investimento inicial por parte do cliente e prevê garantias de desempenho ao longo da operação. A entrada em funcionamento da usina está prevista para o 1° trimestre de 2027.