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Descaracterização de mais uma barragem em Mariana

Descaracterização de mais uma barragem em Mariana

O processo de descaracterização já alcança 12 das 30 barragens alteadas a montante que usavam esse método de construção, com conclusão prevista para 2026 e geração de até 900 empregos.

A Vale iniciou, dia 20 de abril, as obras de descaracterização da barragem Campo Grande, localizada em Mariana (MG). Com isso, a mineradora já começou o processo em seis das 18 estruturas alteadas a montante. Desde 2019, das 30 que usavam esse método de construção, 40% já foram eliminadas, o que equivale a 12 estruturas (nove em Minas Gerais e três no Pará).

Os trabalhos na barragem Campo Grande, na Mina Alegria, em Mariana (MG), contemplam a implantação de reforço para a estrutura, além de adequações no sistema de drenagem para melhoria da condição de estabilidade no longo prazo. A previsão é de geração de até 900 empregos, entre trabalhadores diretos e terceirizados, com priorização da contratação de mão de obra local. O reservatório está em nível de emergência 1 do Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração (PAEBM) e não recebe rejeitos desde 2015. A conclusão das obras na barragem Campo Grande, que acontecerão em área interna da empresa, sem moradores na Zona de Autossalvamento (ZAS), está prevista para 2026.

A barragem Campo Grande é monitorada 24/7 pelo Centro de Monitoramento Geotécnico (CMG) da Vale, além de passar por inspeções rotineiras de equipes internas e externas. Em março, o Dique 2 do Sistema Pontal, localizado na Mina Cauê, em Itabira (MG), teve as obras de descaracterização iniciadas. Para a estrutura, o processo está previsto para ser concluído neste ano e representará a 13ª barragem alteada a montante da Vale eliminada no Brasil desde 2019.

A barragem Campo Grande e o Dique 2/Pontal estão incluídas no Programa de Descaracterização de barragens a montante da empresa. A eliminação das estruturas é uma das principais ações da Vale para evitar que rompimentos como o de Brumadinho voltem a acontecer. As obras são complexas, trazem riscos e, por isso, as soluções são customizadas para cada estrutura e estão sendo realizadas de forma cautelosa, tendo como prioridade, sempre, a segurança das pessoas, a redução dos riscos e os cuidados com o meio ambiente

Desde 2019, a Vale já investiu cerca de R$ 5,8 bilhões no Programa de Descaracterização de barragens. Apenas em 2022, cinco estruturas foram completamente descaracterizadas.

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