
Com 1.900 hectares, o projeto prevê destinação de 93% da área para conservação da biodiversidade e abertura para uso público em esporte, lazer, cultura e turismo.
A Vale irá transformar gradualmente a Mina de Águas Claras (MAC), localizada em Nova Lima (MG), na divisa com Belo Horizonte e vizinha à Serra do Curral, para novos usos de interesse da sociedade, como esporte, lazer, cultura e turismo sustentável. Com mais de 1.900 hectares, a MAC terá cerca de 93% de seu território destinado à conservação da biodiversidade, o que inclui a proteção de nascentes, cursos d’água, vegetação nativa e fauna local.
O projeto marca uma nova etapa para o fechamento de minas, na qual as intervenções de segurança e recuperação ambiental acontecem paralelamente à definição e à implantação dos usos futuros. A proposta é transformar uma antiga área minerada em um território integrado à cidade e à natureza, com benefícios ambientais, sociais e econômicos. A ampliação da trilha que conecta a MAC ao Parque da Serra do Curral integra essa transformação, o que possibilita sair de Nova Lima, cruzar a Serra do Curral e chegar a Belo Horizonte caminhando em meio à natureza. Por meio de acordos de comodato com a Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica de Belo Horizonte, quase 108 mil m² de áreas verdes foram cedidos pela Vale e incorporados ao parque para conservação e lazer da população.
A Mina de Águas Claras abriga áreas verdes protegidas, entre elas a Reserva Particular do Patrimônio Natural Mata do Jambreiro, além de reservas legais e áreas de preservação permanente associadas ao Cerrado, aos campos rupestres e às florestas estacionais. “A MAC está se transformando em um grande ativo para Nova Lima, Belo Horizonte e toda a região. Junto aos órgãos competentes, às autoridades e às comunidades, estamos construindo uma nova forma de fechar uma mina, conciliando segurança, recuperação ambiental e tecnologia com a abertura gradual do território para a sociedade. Esse processo de escuta e construção coletiva permitirá criar um espaço de convivência capaz de gerar valor compartilhado, fortalecer vínculos e deixar para a população um legado importante”, comenta Gleuza Jesué, diretora de Gestão de Territórios Sul/Sudeste e Reparação da Vale.
A Vale promove nos últimos anos pesquisas de opinião, oficinas, visitas, reuniões públicas e ações de escuta em Nova Lima e Belo Horizonte para conhecer as expectativas da população em relação ao território, com mais de 22 mil pessoas envolvidas no processo participativo até o momento. Essa construção coletiva também acontece de forma contínua na Casa Uso Futuro, situada dentro da MAC. Reinaugurado em 31 de agosto de 2026, o espaço apresenta a história da mina, as intervenções de fechamento realizadas e as possibilidades de destinação da área. A Casa funciona como um ambiente permanente de diálogo com comunidades, instituições, representantes do poder público e da sociedade civil.
A vocação da área para o esporte e o lazer já vem sendo experimentada em diferentes iniciativas desde 2022. Em julho de 2026, a MAC recebeu uma etapa do XTERRA Brasil, um dos principais circuitos off-road do mundo, com provas de corrida em trilha, mountain bike e duatlo. A etapa reuniu mais de 3.500 atletas profissionais e amadores. Outro projeto em desenvolvimento é a implantação de um Bike Park em uma área de aproximadamente 30 mil metros quadrados. O futuro parque deverá contar com cerca de 2,5 quilômetros de trilhas, pista de terra para crianças e adultos, estrutura de apoio, aluguel de bicicletas, lanchonete e áreas destinadas a eventos e projetos sociais ligados ao esporte.
A Mina de Águas Claras produziu minério de ferro por cerca de 30 anos, entre 1972 e 2002, quando teve suas atividades produtivas encerradas. A unidade era operada pela Minerações Brasileiras Reunidas (MBR) e passou à gestão da Vale em 2006, após a aquisição da empresa. Desde então, a Vale é responsável pelas intervenções necessárias à recuperação ambiental e ao fechamento da unidade. Mais do que marcar o encerramento de um ciclo minerário, a transformação da MAC aponta para uma nova relação entre mineração, território e sociedade. O objetivo é preservar o patrimônio ambiental da Serra do Curral e da Mata do Jambreiro e, ao mesmo tempo, criar um espaço capaz de promover saúde, bem-estar, conhecimento, convivência e desenvolvimento sustentável.







