
Os recursos serão direcionados a três frentes principais: expansão da capacidade produtiva, desenvolvimento de novos materiais e aplicações, além de tecnologia e infraestrutura para produção de óxidos de nióbio destinados a eletrificação, baterias e data centers.
A Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) planeja investir cerca de R$ 13 bilhões entre 2026 e 2031 para dar prosseguimento à estratégia de crescimento de longo prazo, baseada no desenvolvimento do mercado de nióbio e na ampliação da capacidade de atendimento aos clientes. Os recursos são direcionados a três principais frentes: a expansão da capacidade produtiva, o desenvolvimento de novos materiais e aplicações e, por último, tecnologia, inovação e infraestrutura.
A companhia já investiu R$ 2 bilhões em seu Complexo Industrial, localizado em Araxá, Minas Gerais, que englobou novas linhas e plantas, além da aquisição e modernização de equipamentos. “Entre os projetos em andamento estão novas linhas voltadas à produção de óxidos de nióbio para diferentes materiais e aplicações de alto valor agregado. Esses materiais podem ser utilizados em segmentos como eletrificação, baterias, componentes ópticos, eletrônicos e tecnologias associadas aos data centers para inteligência artificial”, informa a CBMM.
Em linha com a estratégia de crescimento, desenvolvimento tecnológico e diversificação, que busca ampliar a adoção do nióbio tanto na indústria siderúrgica quanto em novas aplicações, a CBMM pretende ampliar a produção para os próximos anos. Em 2025, a empresa alcançou um marco histórico ao superar a marca de 100 mil toneladas de ferronióbio equivalente produzidas e comercializadas ao mercado global, crescimento de 4,7% em relação a 2024. A empresa possui capacidade produtiva instalada de 150 mil toneladas de ferronióbio equivalente por ano, nível superior à demanda global, que no ano passado foi de 133 mil toneladas. “Historicamente, essa capacidade é parte da estratégia da companhia de investir à frente do mercado, garantindo segurança de fornecimento e acompanhando o crescimento da demanda do mercado de nióbio”, pontua a empresa.
A CBMM explica que os investimentos contínuos em expansão e modernização contribuem para o desenvolvimento econômico da região onde está inserida, ampliando oportunidades de trabalho diretas e indiretas e fortalecendo empresas prestadoras de serviços. Como parte do novo ciclo de crescimento, a empresa tem aumentado o número de colaboradores diretos, especialmente em Araxá, e já ultrapassou a marca de 2.000. O avanço das obras e dos projetos em andamento também impulsiona a geração de oportunidades para as empresas parceiras, que reúnem cerca de 4.500 profissionais atuando no complexo industrial da companhia e mantêm aproximadamente 400 vagas abertas. “A expectativa é que a geração de empregos continue acompanhando a evolução dos projetos de expansão e crescimento previstos para os próximos anos, ampliando oportunidades e contribuindo para o desenvolvimento sustentável da região”, afirma.
Segundo a CBMM, as perspectivas para 2026 e para os próximos anos são positivas. A companhia diz que seguirá investindo em inovação, na diversificação do portfólio e no fortalecimento de parcerias para expandir o mercado do nióbio e apoiar a evolução de indústrias estratégicas, como mobilidade, infraestrutura, energia e tecnologia. Atualmente, a CBMM não possui operação de terras-raras, mas acompanha de perto a evolução desse mercado, mantendo parcerias com instituições brasileiras para o desenvolvimento de pesquisas e estudos relacionados ao tema. As iniciativas incluem a avaliação de novas rotas tecnológicas que possam, eventualmente, viabilizar o aproveitamento dos recursos no Alto Paranaíba. “Embora tenha desenvolvido tecnologia para o processamento do minério existente em Araxá, os estudos realizados até o momento não demonstraram viabilidade econômica para uma operação em escala industrial, sobretudo em virtude dos altos investimentos que seriam necessários para tratamento adequado dos rejeitos que tal operação geraria, em comparação com o valor de mercado dos elementos de terras-raras presentes no minério de Araxá”, diz. (Diário do Comércio)
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