
Política Nacional deve adicionar até R$ 192 bilhões ao PIB brasileiro e gerar cerca de 750 mil empregos até 2050, abrindo oportunidades de cooperação com os Estados Unidos.
A Amcham Brasil considera positiva a sanção do Redata (PL 278/2026) e da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PL 2.780/2024), duas iniciativas que integram as Prioridades Legislativas da entidade para 2026. “A aprovação dos marcos regulatórios para data centers e minerais críticos representa um avanço para o Brasil em duas áreas estratégicas da economia. O próximo passo será avançar na implementação, assegurando condições competitivas e previsibilidade jurídica para transformar esse potencial em investimentos concretos. Essas agendas podem ainda ampliar a participação do Brasil em cadeias de valor e abrir novas oportunidades de investimento e cooperação econômica com os Estados Unidos”, afirma Abrão Neto, presidente da Amcham Brasil.
O novo marco sobre minerais críticos cria condições para estimular investimentos, produção e transformação mineral no Brasil, em um setor cada vez mais estratégico para a transição energética, a tecnologia e a segurança econômica. Um estudo da Amcham Brasil calcula que o setor possa adicionar até R$ 192 bilhões ao PIB brasileiro e gerar cerca de 750 mil empregos até 2050. O tema também integra tanto as Prioridades Legislativas da Amcham quanto a agenda de cooperação econômica defendida pela Amcham entre Brasil e Estados Unidos, aproximando o potencial mineral brasileiro da demanda americana por cadeias de suprimento mais seguras e diversificadas.
Já a legislação da Redata cria melhores condições para a atração de projetos de data centers e para a expansão da infraestrutura necessária ao desenvolvimento da economia digital, incluindo inteligência artificial e computação em nuvem. O Ministério da Fazenda estima que a iniciativa pode contribuir para mobilizar até R$ 2 trilhões em investimentos no Brasil ao longo de dez anos. Em 2025, a Amcham promoveu, no Vale do Silício, encontro com investidores e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que marcou a apresentação das linhas gerais do Redata ao setor empresarial. A iniciativa contribuiu para o diálogo com potenciais investidores em um segmento no qual empresas norte-americanas exercem papel de liderança global. O tema também consta das Prioridades Legislativas da entidade e da agenda econômica Brasil-Estados Unidos. “O Redata é um passo importante para posicionar o Brasil na disputa global por investimentos na economia digital. O país reúne vantagens importantes, especialmente a oferta de energia limpa, que, combinadas a condições competitivas e previsibilidade, podem se traduzir em novos investimentos”, destaca Abrão Neto.
VEJA TAMBÉM

Governos disputam cada vez mais mercados
Disputas entre países por acesso a recursos impulsionam financiamento público de US$ 65 bilhões em 2025, com governos assumindo papel crescente em negociações bilaterais e contratos de fornecimento de longo prazo.
04/09/2026
Política deve atrair investimentos e proporcionar segurança jurídica, diz ABPM
Diretor-executivo da associação alerta que excesso de intervenção estatal e falta de injeção de recursos podem afastar investidores estrangeiros e reduzir a atratividade do Brasil.
01/09/2026




